Morretes

Casa Rocha Pombo

Encontra-se no coração de Morretes, no Largo Doutor José Pereira, 43, onde hoje funciona um centro cultural, além de expor a maquete da Área Especial de Interesse Turístico do Marumbi em escala 1:5000. Rocha Pombo, nascido em Morretes, tornou-se uma das maiores expressões paranaenses como historiador, escritor, professor e político. A casa é uma homenagem a sua pessoa e possui características arquitetônicas simples, em estilo colonial da época dos jesuítas. Foi construída em duas frentes, uma para a cidade e outra para o Rio Nhundiaquara.

  • Acervo fotográfico: Casa Rocha Pombo
  • Casa Rocha - Restauro 2013/14
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  • Casa Rocha - Restauro 2013/14
  • Casa Rocha - Restauro 2013/14
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  • Casa Rocha - Restauro 2013/14
  • Casa Rocha - Restauro 2013/14

Estação Ferroviária de Engenheiro Lange

A estação de Volta Grande teria sido inaugurada em 1885, e, anos mais tarde teve o nome alterado para Engenheiro Lange. Sua denominação lembra o engenheiro Rudolph Lange, técnico dos mais abalizados, por muitos anos chefe da Via Permanente e responsável pelos projetos de importantes obras da E. F. do Paraná e mesmo particulares, entre as quais, a reforma da estação de Curitiba, das de Paranaguá e Antonina, e a sede da Sociedade Concórdia de Curitiba. Das pesquisas feitas em relatórios fiscais da construção, não figura a antiga denominação de Volta Grande, nem mesmo como parada técnica. O nome Desvio de Volta Grande começa a aparecer em publicações do fim do século XIX, coincidindo com o ingresso do eng. Lange nos quadros da ferrovia. Sendo assim, não existiria base documental para colocar a inauguração no ano de 1885, mas alguns pesquisadores o fizeram. Ao contrário, em 1904, ali existia apenas um rancho para depósito de material da via permanente, um rancho da ferraria e duas casas de turma, nada mais. Em 1935, o antigo prédio de madeira foi desmanchado e substituído pelo atual, em alvenaria. A estação hoje está abandonada.

  • Estação Ferroviária de Engenheiro Lange

Estação Ferroviária de Morretes

Ponto central e característico da cidade é o primeiro ponto de parada para aqueles que chegam a Morretes de trem. Localizada na Praça Rocha Pombo é datada de 1885 tem um estilo arquitetônico de impressionante conservação. Depois de várias reformas, possui hoje sanitários, lanchonetes e barracas com produtos típicos da região. Como em vários outros pontos da cidade, dela tem-se uma bonita e relaxante visão das montanhas da Serra do Mar. Nas décadas que antecederam a construção da estrada de ferro, a economia e os transportes da cidade de Morretes giravam em torno da erva mate, tempo em que pelas vielas, em pontos estratégicos, as tendas e oficinas dos ferreiros acolhiam os animais para serem ferrados e vencerem a subida de volta e, depois da Graciosa, chegavam também as pesadas carroças para os consertos de emergência. Com o crescimento desses comércios, os acessos à força hidráulica tornaram-se motivo de disputa, gerando conflitos de interesses pelos valos que desviavam as águas dos rios, principalmente do rio Marumbi. O centro de Morretes tornou-se uma rede de valos e derivações, suficientemente grandes para suportar o trânsito de canoas. Ainda hoje existem vestígios desses canais. A estrada de ferro desmontou esse entreposto ervateiro e marcou seu fim. À entrada do pátio da estação de Morretes, a linha atravessava alguns desses canais de engenho num pontilhão com 3 vãos de 2m cada um. A estação de Morretes foi inaugurada em 1883, sendo ponta de linha por dois anos da linha da E. F. Paraná que, então, ligava apenas Morretes a Antonina. Esse antigo prédio da estação de Morretes, hoje parcialmente demolido, foi aproveitado para armazém de carga quando da construção da estação atual muitos anos mais tarde. Situava-se na marca do Km 40 + 900m e na cota de 11,50 m, ostentando certo aspecto grandioso para os padrões do tempo, tanto mais se comparado com a coeva estação urbana de Paranaguá. Tinha dois pavimentos, com a morada do agente na parte superior, pois então o centro da cidade ficava um tanto distante. Anexos, dois armazéns de carga e, em outros locais, um depósito para duas locomotivas e uma caixa d'água com capacidade de 48 metros cúbicos e respectiva bomba. Da cidade vinha a rua do Campo, ou talvez rua do Campos, próximo à chácara de Antônio de Campos. À volta, os canaviais de João Baia e várias chácaras. Em 1885, a linha foi ligada a Curitiba. A partir de 1892, passou a ser a estação de saída para os trens do ramal de Antonina. Por volta de 1950, o prédio original deu lugar a uma estação com características modernas. A estação é uma das poucas ativas da linha ainda hoje, atendendo ao trem Curitiba-Paranaguá.

  • Estação Ferroviária de Morretes
  • Estação Ferroviária de Morretes
  • Estação Ferroviária de Morretes
  • Estação Ferroviária de Morretes
  • Estação Ferroviaria Original e Atual

Estação Ferroviária de Porto de Cima

Porto de Cima ganhou uma estação da ferrovia em 1885, que foi antigo pouso de tropeiros. Colocada à cerca de três quilômetros do centro urbano, a primitiva estação não passava, em seu início, de uma parada de serviço, com um pequeno edifício de madeira de imbuia. Durante os trabalhos de construção, esta vila serviu de concentração das frentes avançadas de suprimento e fiscalização dos serviços na serra. O próprio engenheiro, João Teixeira Soares tinha casa no lugar denominado Prainha. Nos anos 40, a velha estação foi substituída pela atual, que hoje está abandonada.

  • Estação Férrea de Porto de Cima

Câmara Municipal de Porto de Cima

À direita a Família Piloto e a esquerda a Câmara Municipal de Porto de Cima, incendiada por um funcionário em meados de 1920 pela perda de alguns documentos. Hoje não existe mais esta arquitetura histórica.
Acervo fotográfico: Luciana Borges – Janeiro de 2007

  • Câmara Municipal de Porto de Cima

Estação Ferroviária do Marumbi

Localizada no Km 59,790 teve sua inauguração em 05.02.1875. A estação de Marumbi, aberta com a linha em 1885, era inicialmente de madeira e provisória. Depois foi construída a estação que durou até os anos 40, também de madeira. O local teria se chamado anteriormente Taquaral e em seguida Quilômetro 60. O prédio anterior ao atual era de madeira de imbuia, próxima a pedreira explorada pela firma Moscalewski e fora inaugurado no ano de 1913. A construção e locação do atual prédio de alvenaria prendem-se a um episódio curioso. Ponto de apoio para os escaladores da Serra do Mar, os chamados marumbinistas, ao saberem estes que pretendia o Cel. Durival de Britto levantar um novo edifício na mesma posição do anterior dirigiram-lhe um requerimento em que solicitaram que fosse feita a construção aludida, em Marumbi, ao lado esquerdo de quem desce a linha, por ser fachada sul, a fim de que a respectiva plataforma não ficasse exposta às freqüentes chuvas e ventos e também para que se pudesse apreciar o panorama mais lindo desse trecho e o majestoso conjunto granítico de Marumbi, e que também fosse transferido o bar da estação de Eng. Lange para a de Marumbi, tendo-se em vista o maior número de excursionistas, e conseqüentemente, maior movimento, além de ser ali o cruzamento dos trens M-1 e P-2 e o carro motriz, fato que se afigura de recíproca vantagem, tanto à ferrovia como aos passageiros. Finalmente, pediram-lhe que fosse agregado na construção um pequeno reservado com fogão e chuveiro, destinado unicamente para descanso, abrigo e mudança de roupa, para os números cada vez mais crescentes de excursionistas, ficando a cargo destes o zelo, asseio e ordem dessa dependência, de vez que se comprometem também a não perturbar a tranqüilidade dessa estação. O Cel. Durival de Britto não teve dúvidas e atendeu aos marumbinistas: a estação foi construída do lado esquerdo de quem desce a serra. No ano de 1935, Marumbi passou de parada a estação de terceira classe. Nos anos 40 foi construída a estação atual, de alvenaria, do outro lado da linha em relação à antiga - hoje está do lado esquerdo da linha, para quem desce a serra. As antigas casas de turma são hoje do pessoal do IAP e é onde fica o responsável pelo cuidado do local, segurança, além de locais para guardar mochilas e barracas. É basicamente hoje a única parada do trem turístico na serra, usado para desembarcar e embarcar "mochileiros" que passeiam pela serra desfrutando de todos os seus encantos. Tanto a estação como as casas estão em razoável estado de conservação.

  • Estação Férrea de Marumbi

Rua General Carneiro – Antiga Rua do Comercio

A pequena AVENIDA BEIRA RIO foi importante e significativa, palco de grandes transações comerciais, nos profícuos ciclos do ouro e da erva-mate, quando aqui se radicava a burguesia portuguesa, nos idos de 1741, impulsionado economicamente a pequena vila, no tinir das baterias e do rolar das barricas de erva-mate pelas ribanceiras do antigo Cubatão hoje nhundiaquara. Esta histórica rua foi restaurada em 25 de maio de 1990, pelo prefeito da época.
Os casarões coloniais existentes nessa rua traduzem nas suas arquiteturas um pouco da historia de Morretes. Nessa rua é possível desfrutar de um agradável passeio pelo seu calçadão rodeado de casarios históricos passando pelas casas onde pernoitou D. Pedro II. Nela também se encontram o Marco Zero, chafariz do Rio Nhundiaquara, coretos, o primeiro telégrafo da cidade e a Galeria de Artes Mirtillo Trombini.

  • Rua General Carneiro – Antiga Rua do Comercio
  • Rua General Carneiro – Antiga Rua do Comercio

Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba

HISTÓRIA DA FERROVIA

1 AS LIGAÇÕES DE CURITIBA COM O LITORAL - RESUMO HISTÓRICO

Denominam-se “caminhos históricos do Paraná” aqueles (pré-cabralianos alguns) que existiam e foram usados, antes que a técnica moderna houvesse fixado em rodovias e na centenária esplêndida ferrovia, os contatos do litoral com o primeiro planalto.
O Caminho do Arraial, Caminho do Itupava e o Caminho da Graciosa, são as ligações terrestres (picadas) mais conhecidas que ligavam o litoral paranaense ao planalto curitibano.

Mais tarde, entretanto, a estrada de ferro foi considerada a única solução para se ligar o planalto ao litoral.

À época, havia disputa entre as cidades de Antonina e Paranaguá, cada uma reivindicando ser o ponto de partida da nova estrada de ferro, mas o Decreto Imperial n° 5.912, de 1° de maio de 1875, pôs fim ao litígio, estabelecendo o Porto D. Pedro II, em Paranaguá, como ponto inicial da ferrovia. Com essa decisão muda a história de Antonina, pois só seis anos após a inauguração oficial da Estrada de Ferro Paranaguá – Curitiba, a interligação Antonina – Morretes começa a operar como um ramal ferroviário da ferrovia principal.

Posteriormente, ambas as concessões (Antonina a Curitiba e Paranaguá a Morretes) foram transferidas para a Compagnie Générale de Chemins de Fer Brésiliens, que executou, inicialmente, o trecho Paranaguá – Morretes, numa extensão de 42 km, em aproximadamente dois anos.

2 CRONOLOGIA DOS FATOS

- Dezembro de 1870: Antônio Pereira Rebouças Filho, Francisco Antônio Monteiro Tourinho e Maurício Schwartz formulam pedido de concessão de uma estrada de ferro Antonina e Curitiba, passando por Morretes.

- 10 de janeiro de 1871: através do Decreto Imperial n° 4674, é concedido o privilégio para a construção da estrada, então denominada Estrada de Ferro Dona Isabel.

- 26 de março de 1872: a Lei Provincial n° 304 concede, aos Engenheiros Pedro Aloys Scherer, José Gonçalves Pêcego Júnior e José Maria da Silva Lemos, o privilégio da construção do trecho ferroviário entre Paranaguá e Morretes, que se integraria aos transportes da Estrada de Ferro Dona Isabel.

- Janeiro de 1873: Antônio Pereira Rebouças Filho entrega, ao Governo da Provínciado Paraná, os estudos da então Estrada de Ferro Dona Isabel.

- 1° de maio de 1875: O Decreto Imperial n° 5912 estabele o Porto D. Pedro II, em Paranaguá, como ponto inicial da estrada de ferro.

- 12 de agosto de 1879: pelo Decreto Imperial n° 7.420, foi autorizada a transferência de todos os direitos à Compagnie Générale de Chemins de Fer Brésiliens.

- Fevereiro de 1880: início dos trabalhos de construção da Estrada de Ferro Paranaguá – Curitiba.

- 5 de junho de 1880: lançamento da pedra fundamental, em Paranaguá, por D. Pedro II.

- 17 de novembro de 1883: inauguração do tráfego regular no trecho Paranaguá – Morretes.

- 02 de fevereiro de 1885: viagem inaugural do trecho Paranaguá – Curitiba

- 05 de fevereiro de 1885: inauguração do tráfego regular no trecho Paranaguá – Curitiba.

- 18 de agosto de 1892: Inauguração do ramal ferroviário Antonina - Morretes

3 PORQUE ESTRADA DE FERRO PARANAGUÁ – CURITIBA?

O decreto imperial nº 5912 de 1º de maio de 1875, determina que o Porto D. Pedro II, em Paranaguá, como ponto de partida da ferrovia. E no dia 05 de junho do mesmo ano, D. Pedro II lançou a pedra fundamental da Estação ferroviária que anos depois seria construída, no ponto inicial da ferrovia, onde até hoje pode ser admirada, e iniciou, simbolicamente, a construção da ferrovia, cujas obras já estavam em desenvolvimento desde o inicio daquele ano. Este fato comprova-se ao ler-se a íntegra da ata oficial depositada sob a pedra fundamental, a qual foi benta pelo Reverendo Padre José Ferreira da Silva, respectivo vigário da Paróquia Nossa Senhora do Rosário.
A pedra fundamental foi lançada entre as ruas Independência, Misericórdia e Largo Duque de Caxias para a Estação inicial da Estrada de Ferro da Província do Paraná.
Da mesma maneira como a Estrada de Ferro teve seu ponto de partida em Paranaguá, assim também ocorreu com a Rodovia 277 que se estende do Porto de Paranaguá até a Ponte da Amizade, na fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu, cuja inauguração ocorreu em 7 de abril de 1968, respeitando os mesmos princípios.

4 Etapas da construção da ESTRADA DE FERRO PARANAGUÁ – CURITIBA

A construção da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba estava divido em três secções distintas:
- a 1ª, com 42 Km: Paranaguá - Morretes;
- a 2ª, com 38 Km: Morretes – Roça Nova; e
- a 3ª com 30 Km: Roça Nova – Curitiba.

A primeira secção era alagadiça, insalubre e cheia de manguezais ; a segunda era a transposição da Cordilheira, e, a terceira, a região do Planalto.

Transposto os terrenos pantanosos da primeira secção, os encarregados da obra enfrentaram os obstáculos da Serra do Mar, onde o comprimento das curvas, somando 23 quilômetros, sobrepujava a extensão das retas, cujo total é de 22 quilômetros.

A segunda secção era considerada a mais difícil e de um arrojo a toda a prova. O engenheiro João Teixeira Soares, que assumira a direção no km 45, com sua competência, conseguiu levar, até o fim, com uma precisão de pasmar, essa maravilhosa obra que, sem dúvida, é a gloria da engenharia brasileira.

A terceira secção era de fracos declives e curvas de raios superiores a 100 metros. Abandonava o alto da serra no divisor das águas do Rio Caiguava, afluente do Piraquara, ganhava o campo, “em grandes alongamentos”, até Curitiba.

Em 5 de junho de 1880, D. Pedro II, em cerimônia rápida, que durou apenas quinze minutos, lançou a pedra fundamental da futura Estação, em Paranaguá.

Era o início da ligação Paranaguá – Curitiba.

Inicialmente, os trabalhos de construção foram chefiados pelo Engenheiro italiano Comendador Antônio Ferrucci, que trabalhou até fins de 1881. A partir de 20 de janeiro de 1882, o representante da Companhia Construtora “Dyle et Bacalan”, no Brasil, O Engenheiro Francisco Pereira Passos, entregou a chefia das obras ao engenheiro brasileiro João Teixeira soares, que levou a termo a construção do trecho ferroviário, sendo o seu primeiro Diretor.

A inauguração do tráfego regular, no trecho Paranaguá – Morretes ocorreu a 17 de novembro de 1883.

E, em 2 de fevereiro de 1885, foi inaugurado o trecho total.

5 INFORMAÇÕES RELEVANTES DO TRECHO PARANAGUÁ – CURITIBA

CRUZ DO BARÃO, a sombra de uma rústica e singela cruz lembra a história triste do trágico fim do Barão do Serro Azul (Ildefonso Pereira Correia), em 20 de maio de 1893.
A fuzilaria, aproximadamente no km 65, à beira do precipício, pôs uma tarja de luto numa página da nossa história. A Cruz do Barão assinala o local onde foram fuzilados além do Barão do Serro Azul os seus companheiros acusados de colaborarem com a revolução federalista. O filme o “Preço da Paz” revela detalhes e fatos desta sangrenta chacina.

GARGANTA DO DIABO, localizada no Km 65+320 metros a poucos metros além do Pico do Diabo, entre os túneis 10 e 11, a fenda entre as altas, irregulares e sombrias escarpas, cortando a montanha, parece formar uma escura e profunda garganta.

PICO DO DIABO, localizado no Km 65+356 metros logo após o Véu de Noiva, à entrada do túnel 11, podendo se avistar o imponente rochedo que se destaca apontando para o céu, como que numa atitude de ameaça.

RIO IPIRANGA: foi represado, a fim de conduzir suas águas para a Usina Hidrelétrica de Marumbi, construída pela então Rede de Viação Paraná – Santa Catarina, para possibilitar o estabelecimento de sua rede elétrica.

VÉU DE NOIVA: encantadora queda d’água, é uma canção em poesia, é beleza de divinal inspiração. É emoção nas alvas e longas dobras brilhantes de um véu nupcial.

CASA IPIRANGA: Localizada no Km 72 da ferrovia por onde cruza o Caminho do Itupava, os registros fotográficos mostra que possuía um estilo colonial. Após a Rede privatizar a linha, foi retirado os seguranças e a casa foi invadida por marginais, restando dela ainda apenas as paredes. É uma parada obrigatória para uma reflexão se comparamos as fotos existentes da época com a situação atual deste imóvel, das ruínas e da roda D água. Aqui é um ponto de descanso para os turistas que passeiam pelo Caminho do Itupava.

VISTA DO LITORAL: à saída do túnel 9, é magnífica a paisagem que se descortina. Apesar da distância, pode-se avistar, como se fossem brancas manchas no verde da mata, Morretes e Porto de Cima, e, em seguida, é todo o litoral que se expõe: a baía de Paranaguá, com suas reentrâncias, e o brilho do sol sobre as águas.

SANTUÁRIO DO CADEADO: Época anterior a construção do Santuário, havia uma casa onde funcionou o escritório da comissão construtora da ferrovia e também serviu de local para servir o almoço aos convidados no dia 2 de fevereiro de 1885, na inauguração da ferrovia. Neste mesmo local foi inaugurado em 5 de fevereiro de 1965, o Santuário Nossa Senhora do Cadeado, por ocasião dos 80 anos da ferrovia Paranaguá – Curitiba está localizado no Km 63,508 metros. É esplendorosa a paisagem que se descortina desse local.

PONTE SÃO JOÃO:

Localizada no Km 62,410 metros a Ponte de São João é uma obra de arte que faz parte do patrimônio histórico cultura do povo paranaense, interligando as Serras do taquaral e Farinha Seca com um vão central de 55 metros de altura acima do fundo da grota onde está o belo rio.
A bibliografia e os registros fotográficos documentam as dificuldades assumidas para a construção desta magnífica obra de arte que teve seu inicio no dia 5 de abril de 1882 pelos Engenheiros Rodolfo Batista e Ernest Medisch e por Antonio Vialle que foi destacado para o canteiro de obras instalado na encosta do Morro do Marumbi juntamente com centenas de trabalhadores cuja a montagem foi totalmente braçal.
Conta Antonio Vialle que para montar esta ponte composta de 4 vãos, sendo 2 de 13 metros, 1 de 17 e 1 de 70 metros, não havia teleférico com cabo de aço, foi improvisado lá na grota o teleférico feito de cipós e taquaras colhidas ali mesmo, e no dia 17 de novembro de 1883 a primeira locomotiva solitária transpôs a ponte fazendo a ligação mais importante da ferrovia, e o tráfego ferroviário a partir daí passou ser constante entre Paranaguá e Curitiba com as Maria Fumaça criando novos hábitos na população local.
Com o objetivo de inaugurar a obra, no dia 26 de junho de 1884, às 10h30 minutos, partiu de Morretes rumo a Ponte São João um trem especial com cinco vagões tracionados por duas locomotivas uma francesa e outra americana e nesse trem estavam ilustres convidados do Engenheiro Teixeira Soares e assim estava a obra inaugurada.
Assim como as demais pontes do trecho, a Ponte São João foi reforçada para suportar o maior peso das locomotivas modernas.

TÚNEL 5: Lindo Trecho da serra do mar, construído sob o Morro Rochedinho próximo do Km 61 da ferrovia, onde está situado a magnífica obra de arte Viaduto Carvalho

VIADUTO CARVALHO: Localizado no Km 60,540 e com aproximadamente 84 metros de comprimento e assentado sobre 5 pilares de alvenaria, na encosta da própria rocha, o Viaduto Carvalho possui 5 vãos, de 12 e 15 metros. A construção deste viaduto constituiu-se um desafio para engenharia, neste local deveria ser um túnel, segundo Rubens R. Habitzreuter, autor do livro A Conquista da Serra do Mar.
O nome desta obra de arte é em homenagem ao então Presidente da Província do Paraná, Carlos de Carvalho.
Ao passar por ele, o viajante tem a impressão de estar sendo lançado no espaço. O cenário é maravilhoso e lá em baixo se avista a usina Marumbi.

USINA HIDRELÉTRICA MARUMBI: Concluída em 5 de abril de 1961 projetada inicialmente para abastecer de energia elétrica o trecho ferroviário Paranaguá e a estação de Engenheiro Bley. Na ferrovia Paranaguá – Curitiba, lembro que nesta época os túneis foram alargados para receber as locomotivas elétricas. A usina hidrelétrica Marumbi é conhecida pelo nome de usina Véu da Noiva por ter sua barragem no Rio Ipiranga próxima a Estação Véu da Noiva e as águas são canalizadas para turbinas em dupla tubulação hidráulica que giram 4 turbinas com potência total de 9,6 MW. Para quem viaja de trem avista a hidrelétrica de diversos pontos com destaque para o Morro Rochedinho e Viaduto Carvalho.

POSTO TELEGRÁFICO DESATIVADO: A fotografia apresentada neste portal, mostra a casa que abrigava os equipamentos de comunicação telegráfica, fica no km 62 entre as estações de Engenheiro Lange e Marumbi, onde se observa a composição saindo do túnel 3.

PICO MARUMBI: próximo à Estação Marumbi faz parte do Conjunto Marumbi, constituído dos seguintes picos: Abrolhos, Torre dos Sinos, Esfinge, Ponta do Tigre, Olimpo (ou Marumbi), Boa Vista e Facãozinho.
Legítima propriedade espiritual dos alpinistas e dos turistas domingueiros, o Pico do Marumbi, foi escalado, pela primeira vez, em 21 de agosto de 1879, e mede 1.547 metros.

PONTE PRETA – PONTE SECA: Foi uma das últimas obras realizada no trecho para transpor a Rua João Negra, em Curitiba. Foi construída prevendo o crescimento da cidade e, também para evitar na época a passagem do gado e muares em frente à estação ferroviária, localizada na Rua Sete de Setembro. segundo Rubens R. Habitzreuter, autor do livro A Conquista da Serra do Mar “no dia comemorativo da emancipação política do Estado, em 1884, às 17h20minutos, a primeira locomotiva de serviço passava sobre a Ponte Seca, com essa ponte as obras da ferrovia aproximavam-se do seu final”.

6 AS ESTAÇÕES - VIAJANDO PELA ESTRADA DE FERRO PARANAGUÁ – CURITIBA.

Pelo orçamento da Estrada de Ferro, contava com as seguintes estações: Paranaguá, D. Pedro II, Alexandra, Morretes, Borda do Campo e Curitiba. Depois a Companhia cessionária seria obrigada a construir a Estação de Pinhais sem aumento das despesas garantidas.

Implicitamente estavam às obras imprescindíveis, as do cais de atracação, de que iriam depender os suprimentos de materiais importados. Quase tudo, à exceção de madeira, foi importado. As próprias telhas das estações primitivas eram legítimas marselhesas (a Estação de Alexandra as conserva até hoje).

Eram 15 as estações existentes no trecho incluindo Antonina e Curitiba, assim distribuídas ao longo da ferrovia. Atualmente basta trafegar pela centenária ferrovia para avaliar o que restou.

Estação de Paranaguá e D. Pedro II. Km 0 – altitude: 4,56 metros acima do nível do mar – inauguradas em 17 de novembro de 1883.

Estação Alexandra. Km 16,180 – altitude: 11,661 metros – inaugurada em 17/11/1883.
Colônia iniciada, em 1871, por Sabino Tripotti, em terras pertencentes aos Municípios de Paranaguá e Morretes, foi dada por fundada em 22 de abril de 1877, com 60 famílias de Abruzzo (Teramo) e Basilicata e 7 pessoas isoladas de Porto Recanate. Foram os primeiros imigrantes italianos localizados no Paraná.
A sede da colônia, hoje Distrito, desta situada na confluência dos rios Toral e Ribeirão.
Na época, foram construídos 3 barracos para hospedaria e demais serviços da colônia, que, além da sede, tinha três núcleos. O Morro dos Ingleses, Toral e São Luiz.

A lavoura da colônia é a mesma do litoral. Uma das indústrias florescentes é a olaria, que forneceu tijolos para os Municípios de Paranaguá e Antonina.

Servida por estrada carroçável para Paranaguá, começou a melhorar sua situação a partir da inauguração da estrada de ferro.
A estação de Alexandra localizada no quilômetro 16,180 e possui uma área total de 254 m2 de plataforma.

Sua Construção, em estilo francês, é a única do trecho que permanece original da época. Suas telhas, também, são legítimas marselhesas.

Edifício com dois pavimentos, o primeiro é destinado aos serviços de passageiros e cargas, e, o segundo, para moradia do agente da Estação.

Foi inaugurada, oficialmente, dois dias após a data em homenagem à Padroeira Nossa Senhora do Rocio.

Estação Saquarema. Km 23,945 – altitude: 5,96 metros – inaugurada em 04 de agosto de 1925 com o nome de estação Jacarehy – nome indígena que significa Rio de Jacarés.

Estação de Morretes. Km 40,900 – altitude: 9,96 metros – inaugurada em 17 de novembro de 1883. Morretes teve seu nome originado no fato de estar a cidade cercada por pequenas elevações (morros); dada sua pequena altitude, surgiu o diminutivo Morretes.
/foi o ouvidor Rafael Pires Pardinho quem em 1721, determinou que a Câmara Municipal de Paranaguá medisse e demarcasse 300 braças em quadra, para servir de localização à sede da futura povoação de Morretes. Mas, somente em 1733, a Câmara de Paranaguá procedeu a medição e demarcação das terras, no porto onde residia o rendeiro João Almeida, para sede da futura povoação.
A Vila de Morretes foi criada em 1º de março de 1841 e passou a Município, desmembrando do de Antonina, em 24 de maio de 1869.
Morretes, localizada próximo ao litoral, é a maior produtora de bananas do Paraná, Cultiva, também, a cana-de-açúcar, a mandioca, laranja, milho, etc., sendo ainda famosa por suas fábricas de aguardente.

Estação Roberto Costa: Localizada entre as estações de Morretes e Porto de Cima no bairro América de Cima, está estação é na realidade um posto de cruzamento de trens aberto em 1987 pela RFFSA. Tem apenas uma linha de desvio, conforme pode ser observado na foto.

Porto de Cima. Km 50,600 – altitude: 233,90 metros-inaugurada em 02 de fevereiro de 1885.
Da estação, pode-se avistar a Vila de Porto de Cima, que deu origem ao nome da estação. A Vila de Porto de Cima, que antigamente foi sede de intenso comércio, pois até ela chegavam grandes canoas e barcaças, pelo rio Nhundiaquara, para apanhar a erva-mate e o pinho que desciam de Curitiba, pelo Caminho do Itupava e pelo Caminho da Graciosa, transportados por lombos de burros e longos carroções. As canoas e barcaças eram levadas ao mar, onde se fazia a baldeação para os navios.
A Vila de Porto de Cima recebeu esse nome por ser o último porto (cima) navegável situado no rio Nhundiaquara. Por falta destas informações erroneamente turistas denominam Porto de Cima para a estação ferroviária e Porto de Baixo para a Vila de Porto de Cima, que está a uma distância de apenas 03 quilômetros da estação ferroviária, numa caminhada leve por um caminho bem conservado e muito freqüentado.

Estação Engenheiro Lange. Km 55,876 – altitude: 376,41 metros – inaugurada em 02 de fevereiro de 1885.
Localizada entre as estações de Marumbi e Porto de Cima, esta estação por muito tempo foi denominada de Volta Grande, pela enorme curva existente entre ela e Marumbi. Dependendo do número de vagões da composição, é comum avistar a locomotiva num extremo da curva enquanto os últimos vagões ainda se deslocam defronte a estação.
É muito comum nesta estação o desembarque, de turistas que gostam de caminhar. Pois dela podemos caminhar até a Usina Hidrelétrica de Marumbi, localizada logo abaixo, é possível seguir o Caminho do Itupava até o Santuário Nossa Senhora do Cadeado, também é possível chegarmos ao Salto do Rosário, Salto do Redondo/Macacos e podemos caminhar até a Vila de Porto de Cima pelo próprio Caminho do Itupava (atual estrada das prainhas).

Estação do Marumbi. Km 59,790 – altitude: 485,09 metros – inaugurada em 1913.
Construída na encosta do Pico do Marumbi, que lhe deu o nome. Por muito tempo se explorou, na localidade, pedreira de esplêndido granito, que serviu de pedestal a muitos monumentos existentes em Curitiba.
Descer nesta estação é estar em contato com o pé do Conjunto Marumbi, local excelente para escalar o conjunto rochoso que possui muitas histórias contadas pelos Marumbinistas fascinados pelo alpinismo.
Conhecer o Conjunto Marumbi, é uma prática comum, pois o local é fascinante e arranca suspiros dos que conseguem vencer esta etapa. Não perca esta oportunidade, oriente-se, programe-se e desça nesta estação.

Estação Véu da Noiva. Km 71,900 – altitude: 683,66 metros – inaugurada em 02 de fevereiro de 1885.

Nesta estação vemos a represa construída no rio Ipiranga, a fim de conduzir suas águas para a Usina Hidrelétrica de Marumbi, construída pela então Rede de Viação Paraná - Santa Catarina (RVPSC), para possibilitar o estabelecimento de sua rede elétrica.

Estação do Ipiranga. Usada apenas em épocas de safra para cruzamentos e agilização no escoamento da safra.

Estação Banhado. Km 74+400 – altitude: 858,46 metros – inaugurada em 02 de fevereiro de 1885.

Próximo a estação de Banhado, encontramos um trecho do Caminho do Itupava, que nos leva até a Vila de Porto de Cima, localizada a 6 Km de Morretes. Uma outra informação desta estação é a Casa do Ipiranga, edificada na época da construção da estrada de ferro, serviu de acampamento ao Engenheiro Teixeira Soares. O Presidente da então Província do Paraná, Dr. Carlos de Carvalho, chegou a nela pernoitar, quando de sua viagem de inspeção às obras.

Estação Roça Nova. Km 80+018 – altitude: 952,03 metros – inaugurada em 02 de fevereiro de 1885.

Está estação possui na sua história, um marco extraordinário para esta ferrovia, o último túnel do percurso da viagem de Paranaguá a Curitiba.
No dia 24 de junho de 1883, pela parte da manhã, foi concluída a perfuração do Túnel de Roça Nova, garantindo-se assim, a penetração dos trilhos no planalto.
Situado no contraforte da serra da Boa Vista, o maciço da serra do Mar, na altitude de 955 metros ( ponto culminante do trecho), no quilômetro 80+033 da ferrovia, o Túnel de Roça Nova, o maior do trecho, é uma escavação em curva com raio de 160 metros, comprimento de 457 metros, dos quais 135 revestidos em alvenaria de pedra.
O trabalhos de perfuração haviam sido iniciados em 10 de janeiro de 1883, com perfuratrizes a ar comprimido, de ambos os lados do monte, coincidindo com a data da segunda visita que o Presidente Carlos de Carvalho fazia à linha férrea.

Estação Piraquara. Km 87+310 – altitude: 897,37 metros – inaugurada em 02 de fevereiro de 1885.

A cidade, que empresta o nome à estação ferroviária, já se chamou Deodoro. Sua planta foi levantada pelo Engenheiro Jorge Benedito Ottoni, então Chefe da 2ª Sub-Divisão da 3ª Secção da construção da Estrada de Ferro. Piraquara é a primeira cidade planificada no Paraná

Estação São Roque. Era um posto de parada construído de madeira, para descida de funcionários do Hospital Sanatório São Roque, hoje existe a penas a plataforma de alvenaria.

Estação Pinhais. Km 102+257 – altitude: 855,67 metros – inaugurada em 02 de fevereiro de 1885.

Estação Curitiba. Km 110+314 – altitude: 896,67 metros – inaugurada em 02 de fevereiro de 1885. Situada à Avenida Sete de Setembro, a antiga Estação Ferroviária de Curitiba, que hoje abriga o Museu ferroviário, foi inaugurada em 1885 e reconstruída em 1897.
O comendador Antônio Ferruci, em 31 de março de 1880, pouco mais de um mês após sua chegada ao Brasil decidiu sobre o local onde seria construída a estação, e após analisar relatório que fora enviado por três engenheiros: um da Câmara Municipal de Curitiba (cujo nome permanece sem identificação), Dr. Francisco de Almeida Torres e Michelângelo Cuniberti, Chefe da 3ª Secção das Obras da Estrada de Ferro de Paranaguá a Curitiba.
No original em francês, Ferruci, demonstra seu interesse pela Rua Leitner, denominada, mais tarde, Liberdade, é, hoje, a rua Barão do Rio Branco.

Estação Antonina

A estação Ferroviária de Antonina, localizada na Av. Uruguai, s/n se constitui no terminal ferroviário da linha Curitiba/Morretes/Antonina, é exemplo vivo da fase áurea da exportação do mate, quando Antonina se destacava como 4º porto brasileiro. A construção deste prédio data do ano 1916, após o incêndio que destruiu a pequena estação em madeira. De estilo eclético, o prédio possui bom desenho de arquitetura, com detalhes e requintes, como a estrutura de cobertura da plataforma de embarque de ferro pré-fabricado.
A linha, com 16 km e apenas uma estação, nunca teve grande movimento, e os trens de passageiros eram sempre mistos (carga e passageiro), chegou até mesmo receber litorina.
Em 1977 a estação foi desativada pela RFFSA tendo sido reativada em 1980, fechada novamente, para reabrir e fechar novamente em 1986, sempre para carga. Em 2003, foi reaberta ao transporte de cargas pela ALL, existindo o projeto de um trem turístico de Morretes a Antonina tocado pela ABPF que também não foi adiante. E no ano de 2002 foi adquirida pela Prefeitura e totalmente restaurada.

Estação Rodo Ferroviária de Curitiba

Em 25 de março de 1969, o então Presidente da RFFSA, General Antônio Andrade Araújo, e Prefeito Municipal de Curitiba, Omar Sabbag, firmaram convênio para a construção da “Estação Rodo ferroviária de Curitiba”, terminal que integraria os transportes ferroviários e rodoviários.
No dia 13 de novembro de 1972, a antiga estação viu os últimos movimentos das composições. Até às 24 horas, sua gare recebeu os derradeiros vagões; às primeiras horas do dia 14, estava vazia, silenciosa. . . Enquanto ali os serviços ferroviários paravam, iniciava-se, na Estação Rodo ferroviária de Curitiba, nova fase na história dos transportes por via férrea no Paraná, com o funcionamento da moderna espaçosa gare, dotada dos mais avançados requisitos técnicos.

Privatização da RFFSA

A linha ainda é hoje praticamente a original, tendo deixado de partir da estação velha de Curitiba, em 1972, para partir da nova, a cerca de apenas um quilômetro da antiga. Até hoje correm trens de passageiros por ela. A linha, incorporada depois pela RVPSC, passou ao controle federal da RFFSA em 1957 e em 1997 foi incorporada na privatização pela FSA - Ferrovia Sul Atlântico, que em 1999 foi incorporado à ALL - América Latina Logística S/ A. Já as atividades de transporte de passageiros entre Curitiba – Morretes operado com trens e litorinas, foi cedido a concessão à Serra Verde Express, que explora esse trajeto atendendo aos domingos com viagens de Curitiba – Paranaguá – Curitiba, mas é bom consultar com o seu agente de viagem antes de agendar o seu programa de final de semana.

Fonte bibliográfica

• 100 anos da ferrovia Paranaguá – Curitiba
Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba – Uma Viagem de 100 Anos – Edição Comemorativa do Centenário da Estrada de Ferro do Paraná Rede Ferroviária S/A - Superintendência Regional – Curitiba - Rua João Negrão, 940 – Curitiba, Paraná – Brasil – 1985 - Cdd (18.Ed) – 385.09816

• Uma viagem pelos trilhos da memória. Centenário da Estrada de Ferro do Paraná (Eventos comemorativos) – 1985.

• Uma conquista da Serra do Mar – Autor: Rubens R. Habitzreuter – Editora Pinha – Edição: 2000.

• O Marumbi por Testemunha – Autor: Lucio Borges – Editora: O Formigueiro – 1984.
• ________________XXXXXXXXXXXXXXXXX___________________

Pesquisa Bibliográfica: Leonardo da S. Mendes - E-mail: leonardo_s_mendes@yahoo.com.br – Cedida para uso exclusivo do portal: www.nossolitoraldoparana.com.br

  • Estação ferroviária Curitiba
  • Vila operária da RFFSA - Piraquara
  • Estação ferroviária de Banhado - Hoje operada pela ALL.
  • RIO IPIRANGA: foi represado, a fim de conduzir suas águas para a Usina Hidrelétrica de Marumbi, construída pela então Rede de Viação Paraná – Santa Catarina.
  • GARGANTA DO DIABO, localizada no Km 65+320 metros da centenária estrada de ferro - Paranaguá - Curitiba
  • PICO DO DIABO, localizado no Km 65+356 metros logo após o Véu de Noiva, à entrada do túnel 11, podendo se avistar o imponente rochedo
  • PICO DO DIABO, localizado no Km 65+356 metros logo após o Véu de Noiva, rochedo que se destaca apontando para o céu, como que numa atitude de ameaça.
  • PONTE SÃO JOÃO - Localizada no Km 62,410 metros a Ponte de São João é uma obra de arte que faz parte do patrimônio histórico cultura do povo paranaense, interligando as Serras do taquaral e Farinha Seca com um vão central de 55 metros de altura acima do f
  • Vista interna de um vagão de passageiro
  • Detalhe da sinuosa e centenária estrada de ferro - Paranaguá - Curitiba
  • VIADUTO CARVALHO: Localizado no Km 60,540 e com aproximadamente 84 metros de comprimento e assentado sobre 5 pilares de alvenaria.
  • Túnel 5 da centenária estrada de ferro Paranaguá - Curitiba
  • SANTUÁRIO DO CADEADO: Época anterior a construção do Santuário, havia uma casa onde funcionou o escritório da comissão construtora da ferrovia.
  • Ao fundo a USINA HIDRELÉTRICA MARUMBI: Concluída em 5 de abril de 1961 projetada inicialmente para abastecer de energia elétrica o trecho ferroviário Paranaguá e a estação de Engenheiro Bley.
  • Conjunto Marumbi, constituído dos seguintes picos: Abrolhos, Torre dos Sinos, Esfinge, Ponta do Tigre, Olimpo (ou Marumbi), Boa Vista e Facãozinho.
  • Vitral da estação ferroviária Eng. Lange - esta estação por muito tempo foi denominada de Volta Grande
  • Passeio de Trem.
  • Estação de Morretes. Km 40,900 – altitude: 9,96 metros – inaugurada em 17 de novembro de 1883. Morretes teve seu nome originado no fato de estar a cidade cercada por pequenas elevações (morros); dada sua pequena altitude, surgiu o diminutivo Morretes.
  • Passeio de Trem
  • Passeio de Trem
  • Passeio de Trem
  • Passeio de Trem
  • Passeio de Trem
  • Passeio de Trem
  • Passeio de Trem
  • Saudosa Casa do Ipiranga - Hoje apenas ruinas
  • Antigo escritório da comissão construtora da ferrovia
  • Porto D. Pedro II.
  • Estação Engenheiro Lange
  • Estação de Alexandra
  • Estação de Curitiba
  • Estação de Pinhais
  • Estação do Porto de Cima
  • Agente de Estação e Telegrafista da antiga estação de Marumbi

Casa de Antonio Vieira dos Santos

Nesta casa viveu e morreu Antonio Vieira dos Santos autor da memória histórica, cronológica topográfica e descritiva da Villa de Morretes e do Porto Real, em 1851. Em 31 de outubro em homenagem a esse personagem, fixou-se uma placa em respeito e consideração ao trabalho importante para o povo de Morretes. Venha conferir.

  • Casa de Antonio Vieira dos Santos

Casa Juiz Municipal do Termo

Nesta casa, de propriedade do “Juiz Municipal do Termo”, Senhor Joaquim José Alves, pernoitaram suas Majestades imperiais D. Pedro II e sua Augusta esposa Dona Thereza Christina.

  • Casa da família do Senhor José Miro de Freitas

Engenho de erva-mate

Aqui funcionou o último engenho de erva-mate, de propriedade do Senhor Bernardo Moreira, nos idos de 1842. Este belo casarão colonial foi restaurado pelo prefeito da época, que preservou suas características arquitetônicas. Atualmente está instalado nesse lindo prédio, a secretaria municipal de ação social, APMI e unidade de projetos.

  • Último engenho de erva-mate

Casa da família do Senhor José Miro de Freitas

Esta casa pertenceu a família do Senhor José Miro de Freitas que hospedou S.S.M.M. imperiais D. Pedro II sua Augusta esposa e toda comitiva imperial quando de sua visita a Morretes, nos dias 3 e 4 de junho de 1846.

  • Casa da família do Senhor José Miro de Freitas

Sede da repartição geral dos telégrafos

Nesta casa funcionou a primeira sede da repartição geral dos telégrafos.

  • Sede dos telégrafos

Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba

HISTÓRIA DA FERROVIA

1 AS LIGAÇÕES DE CURITIBA COM O LITORAL - RESUMO HISTÓRICO

Denominam-se “caminhos históricos do Paraná” aqueles (pré-cabralianos alguns) que existiam e foram usados, antes que a técnica moderna houvesse fixado em rodovias e na centenária esplêndida ferrovia, os contatos do litoral com o primeiro planalto.
O Caminho do Arraial, Caminho do Itupava e o Caminho da Graciosa, são as ligações terrestres (picadas) mais conhecidas que ligavam o litoral paranaense ao planalto curitibano.

Mais tarde, entretanto, a estrada de ferro foi considerada a única solução para se ligar o planalto ao litoral.

À época, havia disputa entre as cidades de Antonina e Paranaguá, cada uma reivindicando ser o ponto de partida da nova estrada de ferro, mas o Decreto Imperial n° 5.912, de 1° de maio de 1875, pôs fim ao litígio, estabelecendo o Porto D. Pedro II, em Paranaguá, como ponto inicial da ferrovia. Com essa decisão muda a história de Antonina, pois só seis anos após a inauguração oficial da Estrada de Ferro Paranaguá – Curitiba, a interligação Antonina – Morretes começa a operar como um ramal ferroviário da ferrovia principal.

Posteriormente, ambas as concessões (Antonina a Curitiba e Paranaguá a Morretes) foram transferidas para a Compagnie Générale de Chemins de Fer Brésiliens, que executou, inicialmente, o trecho Paranaguá – Morretes, numa extensão de 42 km, em aproximadamente dois anos.

2 CRONOLOGIA DOS FATOS

- Dezembro de 1870: Antônio Pereira Rebouças Filho, Francisco Antônio Monteiro Tourinho e Maurício Schwartz formulam pedido de concessão de uma estrada de ferro Antonina e Curitiba, passando por Morretes.

- 10 de janeiro de 1871: através do Decreto Imperial n° 4674, é concedido o privilégio para a construção da estrada, então denominada Estrada de Ferro Dona Isabel.

- 26 de março de 1872: a Lei Provincial n° 304 concede, aos Engenheiros Pedro Aloys Scherer, José Gonçalves Pêcego Júnior e José Maria da Silva Lemos, o privilégio da construção do trecho ferroviário entre Paranaguá e Morretes, que se integraria aos transportes da Estrada de Ferro Dona Isabel.

- Janeiro de 1873: Antônio Pereira Rebouças Filho entrega, ao Governo da Provínciado Paraná, os estudos da então Estrada de Ferro Dona Isabel.

- 1° de maio de 1875: O Decreto Imperial n° 5912 estabele o Porto D. Pedro II, em Paranaguá, como ponto inicial da estrada de ferro.

- 12 de agosto de 1879: pelo Decreto Imperial n° 7.420, foi autorizada a transferência de todos os direitos à Compagnie Générale de Chemins de Fer Brésiliens.

- Fevereiro de 1880: início dos trabalhos de construção da Estrada de Ferro Paranaguá – Curitiba.

- 5 de junho de 1880: lançamento da pedra fundamental, em Paranaguá, por D. Pedro II.

- 17 de novembro de 1883: inauguração do tráfego regular no trecho Paranaguá – Morretes.

- 02 de fevereiro de 1885: viagem inaugural do trecho Paranaguá – Curitiba

- 05 de fevereiro de 1885: inauguração do tráfego regular no trecho Paranaguá – Curitiba.

- 18 de agosto de 1892: Inauguração do ramal ferroviário Antonina - Morretes

3 PORQUE ESTRADA DE FERRO PARANAGUÁ – CURITIBA?

O decreto imperial nº 5912 de 1º de maio de 1875, determina que o Porto D. Pedro II, em Paranaguá, como ponto de partida da ferrovia. E no dia 05 de junho do mesmo ano, D. Pedro II lançou a pedra fundamental da Estação ferroviária que anos depois seria construída, no ponto inicial da ferrovia, onde até hoje pode ser admirada, e iniciou, simbolicamente, a construção da ferrovia, cujas obras já estavam em desenvolvimento desde o inicio daquele ano. Este fato comprova-se ao ler-se a íntegra da ata oficial depositada sob a pedra fundamental, a qual foi benta pelo Reverendo Padre José Ferreira da Silva, respectivo vigário da Paróquia Nossa Senhora do Rosário.
A pedra fundamental foi lançada entre as ruas Independência, Misericórdia e Largo Duque de Caxias para a Estação inicial da Estrada de Ferro da Província do Paraná.
Da mesma maneira como a Estrada de Ferro teve seu ponto de partida em Paranaguá, assim também ocorreu com a Rodovia 277 que se estende do Porto de Paranaguá até a Ponte da Amizade, na fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu, cuja inauguração ocorreu em 7 de abril de 1968, respeitando os mesmos princípios.

4 Etapas da construção da ESTRADA DE FERRO PARANAGUÁ – CURITIBA

A construção da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba estava divido em três secções distintas:
- a 1ª, com 42 Km: Paranaguá - Morretes;
- a 2ª, com 38 Km: Morretes – Roça Nova; e
- a 3ª com 30 Km: Roça Nova – Curitiba.

A primeira secção era alagadiça, insalubre e cheia de manguezais ; a segunda era a transposição da Cordilheira, e, a terceira, a região do Planalto.

Transposto os terrenos pantanosos da primeira secção, os encarregados da obra enfrentaram os obstáculos da Serra do Mar, onde o comprimento das curvas, somando 23 quilômetros, sobrepujava a extensão das retas, cujo total é de 22 quilômetros.

A segunda secção era considerada a mais difícil e de um arrojo a toda a prova. O engenheiro João Teixeira Soares, que assumira a direção no km 45, com sua competência, conseguiu levar, até o fim, com uma precisão de pasmar, essa maravilhosa obra que, sem dúvida, é a gloria da engenharia brasileira.

A terceira secção era de fracos declives e curvas de raios superiores a 100 metros. Abandonava o alto da serra no divisor das águas do Rio Caiguava, afluente do Piraquara, ganhava o campo, “em grandes alongamentos”, até Curitiba.

Em 5 de junho de 1880, D. Pedro II, em cerimônia rápida, que durou apenas quinze minutos, lançou a pedra fundamental da futura Estação, em Paranaguá.

Era o início da ligação Paranaguá – Curitiba.

Inicialmente, os trabalhos de construção foram chefiados pelo Engenheiro italiano Comendador Antônio Ferrucci, que trabalhou até fins de 1881. A partir de 20 de janeiro de 1882, o representante da Companhia Construtora “Dyle et Bacalan”, no Brasil, O Engenheiro Francisco Pereira Passos, entregou a chefia das obras ao engenheiro brasileiro João Teixeira soares, que levou a termo a construção do trecho ferroviário, sendo o seu primeiro Diretor.

A inauguração do tráfego regular, no trecho Paranaguá – Morretes ocorreu a 17 de novembro de 1883.

E, em 2 de fevereiro de 1885, foi inaugurado o trecho total.

5 INFORMAÇÕES RELEVANTES DO TRECHO PARANAGUÁ – CURITIBA

CRUZ DO BARÃO, a sombra de uma rústica e singela cruz lembra a história triste do trágico fim do Barão do Serro Azul (Ildefonso Pereira Correia), em 20 de maio de 1893.
A fuzilaria, aproximadamente no km 65, à beira do precipício, pôs uma tarja de luto numa página da nossa história. A Cruz do Barão assinala o local onde foram fuzilados além do Barão do Serro Azul os seus companheiros acusados de colaborarem com a revolução federalista. O filme o “Preço da Paz” revela detalhes e fatos desta sangrenta chacina.

GARGANTA DO DIABO, localizada no Km 65+320 metros a poucos metros além do Pico do Diabo, entre os túneis 10 e 11, a fenda entre as altas, irregulares e sombrias escarpas, cortando a montanha, parece formar uma escura e profunda garganta.

PICO DO DIABO, localizado no Km 65+356 metros logo após o Véu de Noiva, à entrada do túnel 11, podendo se avistar o imponente rochedo que se destaca apontando para o céu, como que numa atitude de ameaça.

RIO IPIRANGA: foi represado, a fim de conduzir suas águas para a Usina Hidrelétrica de Marumbi, construída pela então Rede de Viação Paraná – Santa Catarina, para possibilitar o estabelecimento de sua rede elétrica.

VÉU DE NOIVA: encantadora queda d’água, é uma canção em poesia, é beleza de divinal inspiração. É emoção nas alvas e longas dobras brilhantes de um véu nupcial.

CASA IPIRANGA: Localizada no Km 72 da ferrovia por onde cruza o Caminho do Itupava, os registros fotográficos mostra que possuía um estilo colonial. Após a Rede privatizar a linha, foi retirado os seguranças e a casa foi invadida por marginais, restando dela ainda apenas as paredes. É uma parada obrigatória para uma reflexão se comparamos as fotos existentes da época com a situação atual deste imóvel, das ruínas e da roda D água. Aqui é um ponto de descanso para os turistas que passeiam pelo Caminho do Itupava.

VISTA DO LITORAL: à saída do túnel 9, é magnífica a paisagem que se descortina. Apesar da distância, pode-se avistar, como se fossem brancas manchas no verde da mata, Morretes e Porto de Cima, e, em seguida, é todo o litoral que se expõe: a baía de Paranaguá, com suas reentrâncias, e o brilho do sol sobre as águas.

SANTUÁRIO DO CADEADO: Época anterior a construção do Santuário, havia uma casa onde funcionou o escritório da comissão construtora da ferrovia e também serviu de local para servir o almoço aos convidados no dia 2 de fevereiro de 1885, na inauguração da ferrovia. Neste mesmo local foi inaugurado em 5 de fevereiro de 1965, o Santuário Nossa Senhora do Cadeado, por ocasião dos 80 anos da ferrovia Paranaguá – Curitiba está localizado no Km 63,508 metros. É esplendorosa a paisagem que se descortina desse local.

PONTE SÃO JOÃO:

Localizada no Km 62,410 metros a Ponte de São João é uma obra de arte que faz parte do patrimônio histórico cultura do povo paranaense, interligando as Serras do taquaral e Farinha Seca com um vão central de 55 metros de altura acima do fundo da grota onde está o belo rio.
A bibliografia e os registros fotográficos documentam as dificuldades assumidas para a construção desta magnífica obra de arte que teve seu inicio no dia 5 de abril de 1882 pelos Engenheiros Rodolfo Batista e Ernest Medisch e por Antonio Vialle que foi destacado para o canteiro de obras instalado na encosta do Morro do Marumbi juntamente com centenas de trabalhadores cuja a montagem foi totalmente braçal.
Conta Antonio Vialle que para montar esta ponte composta de 4 vãos, sendo 2 de 13 metros, 1 de 17 e 1 de 70 metros, não havia teleférico com cabo de aço, foi improvisado lá na grota o teleférico feito de cipós e taquaras colhidas ali mesmo, e no dia 17 de novembro de 1883 a primeira locomotiva solitária transpôs a ponte fazendo a ligação mais importante da ferrovia, e o tráfego ferroviário a partir daí passou ser constante entre Paranaguá e Curitiba com as Maria Fumaça criando novos hábitos na população local.
Com o objetivo de inaugurar a obra, no dia 26 de junho de 1884, às 10h30 minutos, partiu de Morretes rumo a Ponte São João um trem especial com cinco vagões tracionados por duas locomotivas uma francesa e outra americana e nesse trem estavam ilustres convidados do Engenheiro Teixeira Soares e assim estava a obra inaugurada.
Assim como as demais pontes do trecho, a Ponte São João foi reforçada para suportar o maior peso das locomotivas modernas.

TÚNEL 5: Lindo Trecho da serra do mar, construído sob o Morro Rochedinho próximo do Km 61 da ferrovia, onde está situado a magnífica obra de arte Viaduto Carvalho

VIADUTO CARVALHO: Localizado no Km 60,540 e com aproximadamente 84 metros de comprimento e assentado sobre 5 pilares de alvenaria, na encosta da própria rocha, o Viaduto Carvalho possui 5 vãos, de 12 e 15 metros. A construção deste viaduto constituiu-se um desafio para engenharia, neste local deveria ser um túnel, segundo Rubens R. Habitzreuter, autor do livro A Conquista da Serra do Mar.
O nome desta obra de arte é em homenagem ao então Presidente da Província do Paraná, Carlos de Carvalho.
Ao passar por ele, o viajante tem a impressão de estar sendo lançado no espaço. O cenário é maravilhoso e lá em baixo se avista a usina Marumbi.

USINA HIDRELÉTRICA MARUMBI: Concluída em 5 de abril de 1961 projetada inicialmente para abastecer de energia elétrica o trecho ferroviário Paranaguá e a estação de Engenheiro Bley. Na ferrovia Paranaguá – Curitiba, lembro que nesta época os túneis foram alargados para receber as locomotivas elétricas. A usina hidrelétrica Marumbi é conhecida pelo nome de usina Véu da Noiva por ter sua barragem no Rio Ipiranga próxima a Estação Véu da Noiva e as águas são canalizadas para turbinas em dupla tubulação hidráulica que giram 4 turbinas com potência total de 9,6 MW. Para quem viaja de trem avista a hidrelétrica de diversos pontos com destaque para o Morro Rochedinho e Viaduto Carvalho.

POSTO TELEGRÁFICO DESATIVADO: A fotografia apresentada neste portal, mostra a casa que abrigava os equipamentos de comunicação telegráfica, fica no km 62 entre as estações de Engenheiro Lange e Marumbi, onde se observa a composição saindo do túnel 3.

PICO MARUMBI: próximo à Estação Marumbi faz parte do Conjunto Marumbi, constituído dos seguintes picos: Abrolhos, Torre dos Sinos, Esfinge, Ponta do Tigre, Olimpo (ou Marumbi), Boa Vista e Facãozinho.
Legítima propriedade espiritual dos alpinistas e dos turistas domingueiros, o Pico do Marumbi, foi escalado, pela primeira vez, em 21 de agosto de 1879, e mede 1.547 metros.

PONTE PRETA – PONTE SECA: Foi uma das últimas obras realizada no trecho para transpor a Rua João Negra, em Curitiba. Foi construída prevendo o crescimento da cidade e, também para evitar na época a passagem do gado e muares em frente à estação ferroviária, localizada na Rua Sete de Setembro. segundo Rubens R. Habitzreuter, autor do livro A Conquista da Serra do Mar “no dia comemorativo da emancipação política do Estado, em 1884, às 17h20minutos, a primeira locomotiva de serviço passava sobre a Ponte Seca, com essa ponte as obras da ferrovia aproximavam-se do seu final”.

6 AS ESTAÇÕES - VIAJANDO PELA ESTRADA DE FERRO PARANAGUÁ – CURITIBA.

Pelo orçamento da Estrada de Ferro, contava com as seguintes estações: Paranaguá, D. Pedro II, Alexandra, Morretes, Borda do Campo e Curitiba. Depois a Companhia cessionária seria obrigada a construir a Estação de Pinhais sem aumento das despesas garantidas.

Implicitamente estavam às obras imprescindíveis, as do cais de atracação, de que iriam depender os suprimentos de materiais importados. Quase tudo, à exceção de madeira, foi importado. As próprias telhas das estações primitivas eram legítimas marselhesas (a Estação de Alexandra as conserva até hoje).

Eram 15 as estações existentes no trecho incluindo Antonina e Curitiba, assim distribuídas ao longo da ferrovia. Atualmente basta trafegar pela centenária ferrovia para avaliar o que restou.

Estação de Paranaguá e D. Pedro II. Km 0 – altitude: 4,56 metros acima do nível do mar – inauguradas em 17 de novembro de 1883.

Estação Alexandra. Km 16,180 – altitude: 11,661 metros – inaugurada em 17/11/1883.
Colônia iniciada, em 1871, por Sabino Tripotti, em terras pertencentes aos Municípios de Paranaguá e Morretes, foi dada por fundada em 22 de abril de 1877, com 60 famílias de Abruzzo (Teramo) e Basilicata e 7 pessoas isoladas de Porto Recanate. Foram os primeiros imigrantes italianos localizados no Paraná.
A sede da colônia, hoje Distrito, desta situada na confluência dos rios Toral e Ribeirão.
Na época, foram construídos 3 barracos para hospedaria e demais serviços da colônia, que, além da sede, tinha três núcleos. O Morro dos Ingleses, Toral e São Luiz.

A lavoura da colônia é a mesma do litoral. Uma das indústrias florescentes é a olaria, que forneceu tijolos para os Municípios de Paranaguá e Antonina.

Servida por estrada carroçável para Paranaguá, começou a melhorar sua situação a partir da inauguração da estrada de ferro.
A estação de Alexandra localizada no quilômetro 16,180 e possui uma área total de 254 m2 de plataforma.

Sua Construção, em estilo francês, é a única do trecho que permanece original da época. Suas telhas, também, são legítimas marselhesas.

Edifício com dois pavimentos, o primeiro é destinado aos serviços de passageiros e cargas, e, o segundo, para moradia do agente da Estação.

Foi inaugurada, oficialmente, dois dias após a data em homenagem à Padroeira Nossa Senhora do Rocio.

Estação Saquarema. Km 23,945 – altitude: 5,96 metros – inaugurada em 04 de agosto de 1925 com o nome de estação Jacarehy – nome indígena que significa Rio de Jacarés.

Estação de Morretes. Km 40,900 – altitude: 9,96 metros – inaugurada em 17 de novembro de 1883. Morretes teve seu nome originado no fato de estar a cidade cercada por pequenas elevações (morros); dada sua pequena altitude, surgiu o diminutivo Morretes.
/foi o ouvidor Rafael Pires Pardinho quem em 1721, determinou que a Câmara Municipal de Paranaguá medisse e demarcasse 300 braças em quadra, para servir de localização à sede da futura povoação de Morretes. Mas, somente em 1733, a Câmara de Paranaguá procedeu a medição e demarcação das terras, no porto onde residia o rendeiro João Almeida, para sede da futura povoação.
A Vila de Morretes foi criada em 1º de março de 1841 e passou a Município, desmembrando do de Antonina, em 24 de maio de 1869.
Morretes, localizada próximo ao litoral, é a maior produtora de bananas do Paraná, Cultiva, também, a cana-de-açúcar, a mandioca, laranja, milho, etc., sendo ainda famosa por suas fábricas de aguardente.

Estação Roberto Costa: Localizada entre as estações de Morretes e Porto de Cima no bairro América de Cima, está estação é na realidade um posto de cruzamento de trens aberto em 1987 pela RFFSA. Tem apenas uma linha de desvio, conforme pode ser observado na foto.

Porto de Cima. Km 50,600 – altitude: 233,90 metros-inaugurada em 02 de fevereiro de 1885.
Da estação, pode-se avistar a Vila de Porto de Cima, que deu origem ao nome da estação. A Vila de Porto de Cima, que antigamente foi sede de intenso comércio, pois até ela chegavam grandes canoas e barcaças, pelo rio Nhundiaquara, para apanhar a erva-mate e o pinho que desciam de Curitiba, pelo Caminho do Itupava e pelo Caminho da Graciosa, transportados por lombos de burros e longos carroções. As canoas e barcaças eram levadas ao mar, onde se fazia a baldeação para os navios.
A Vila de Porto de Cima recebeu esse nome por ser o último porto (cima) navegável situado no rio Nhundiaquara. Por falta destas informações erroneamente turistas denominam Porto de Cima para a estação ferroviária e Porto de Baixo para a Vila de Porto de Cima, que está a uma distância de apenas 03 quilômetros da estação ferroviária, numa caminhada leve por um caminho bem conservado e muito freqüentado.

Estação Engenheiro Lange. Km 55,876 – altitude: 376,41 metros – inaugurada em 02 de fevereiro de 1885.
Localizada entre as estações de Marumbi e Porto de Cima, esta estação por muito tempo foi denominada de Volta Grande, pela enorme curva existente entre ela e Marumbi. Dependendo do número de vagões da composição, é comum avistar a locomotiva num extremo da curva enquanto os últimos vagões ainda se deslocam defronte a estação.
É muito comum nesta estação o desembarque, de turistas que gostam de caminhar. Pois dela podemos caminhar até a Usina Hidrelétrica de Marumbi, localizada logo abaixo, é possível seguir o Caminho do Itupava até o Santuário Nossa Senhora do Cadeado, também é possível chegarmos ao Salto do Rosário, Salto do Redondo/Macacos e podemos caminhar até a Vila de Porto de Cima pelo próprio Caminho do Itupava (atual estrada das prainhas).

Estação do Marumbi. Km 59,790 – altitude: 485,09 metros – inaugurada em 1913.
Construída na encosta do Pico do Marumbi, que lhe deu o nome. Por muito tempo se explorou, na localidade, pedreira de esplêndido granito, que serviu de pedestal a muitos monumentos existentes em Curitiba.
Descer nesta estação é estar em contato com o pé do Conjunto Marumbi, local excelente para escalar o conjunto rochoso que possui muitas histórias contadas pelos Marumbinistas fascinados pelo alpinismo.
Conhecer o Conjunto Marumbi, é uma prática comum, pois o local é fascinante e arranca suspiros dos que conseguem vencer esta etapa. Não perca esta oportunidade, oriente-se, programe-se e desça nesta estação.

Estação Véu da Noiva. Km 71,900 – altitude: 683,66 metros – inaugurada em 02 de fevereiro de 1885.

Nesta estação vemos a represa construída no rio Ipiranga, a fim de conduzir suas águas para a Usina Hidrelétrica de Marumbi, construída pela então Rede de Viação Paraná - Santa Catarina (RVPSC), para possibilitar o estabelecimento de sua rede elétrica.

Estação do Ipiranga. Usada apenas em épocas de safra para cruzamentos e agilização no escoamento da safra.

Estação Banhado. Km 74+400 – altitude: 858,46 metros – inaugurada em 02 de fevereiro de 1885.

Próximo a estação de Banhado, encontramos um trecho do Caminho do Itupava, que nos leva até a Vila de Porto de Cima, localizada a 6 Km de Morretes. Uma outra informação desta estação é a Casa do Ipiranga, edificada na época da construção da estrada de ferro, serviu de acampamento ao Engenheiro Teixeira Soares. O Presidente da então Província do Paraná, Dr. Carlos de Carvalho, chegou a nela pernoitar, quando de sua viagem de inspeção às obras.

Estação Roça Nova. Km 80+018 – altitude: 952,03 metros – inaugurada em 02 de fevereiro de 1885.

Está estação possui na sua história, um marco extraordinário para esta ferrovia, o último túnel do percurso da viagem de Paranaguá a Curitiba.
No dia 24 de junho de 1883, pela parte da manhã, foi concluída a perfuração do Túnel de Roça Nova, garantindo-se assim, a penetração dos trilhos no planalto.
Situado no contraforte da serra da Boa Vista, o maciço da serra do Mar, na altitude de 955 metros ( ponto culminante do trecho), no quilômetro 80+033 da ferrovia, o Túnel de Roça Nova, o maior do trecho, é uma escavação em curva com raio de 160 metros, comprimento de 457 metros, dos quais 135 revestidos em alvenaria de pedra.
O trabalhos de perfuração haviam sido iniciados em 10 de janeiro de 1883, com perfuratrizes a ar comprimido, de ambos os lados do monte, coincidindo com a data da segunda visita que o Presidente Carlos de Carvalho fazia à linha férrea.

Estação Piraquara. Km 87+310 – altitude: 897,37 metros – inaugurada em 02 de fevereiro de 1885.

A cidade, que empresta o nome à estação ferroviária, já se chamou Deodoro. Sua planta foi levantada pelo Engenheiro Jorge Benedito Ottoni, então Chefe da 2ª Sub-Divisão da 3ª Secção da construção da Estrada de Ferro. Piraquara é a primeira cidade planificada no Paraná

Estação São Roque. Era um posto de parada construído de madeira, para descida de funcionários do Hospital Sanatório São Roque, hoje existe a penas a plataforma de alvenaria.

Estação Pinhais. Km 102+257 – altitude: 855,67 metros – inaugurada em 02 de fevereiro de 1885.

Estação Curitiba. Km 110+314 – altitude: 896,67 metros – inaugurada em 02 de fevereiro de 1885. Situada à Avenida Sete de Setembro, a antiga Estação Ferroviária de Curitiba, que hoje abriga o Museu ferroviário, foi inaugurada em 1885 e reconstruída em 1897.
O comendador Antônio Ferruci, em 31 de março de 1880, pouco mais de um mês após sua chegada ao Brasil decidiu sobre o local onde seria construída a estação, e após analisar relatório que fora enviado por três engenheiros: um da Câmara Municipal de Curitiba (cujo nome permanece sem identificação), Dr. Francisco de Almeida Torres e Michelângelo Cuniberti, Chefe da 3ª Secção das Obras da Estrada de Ferro de Paranaguá a Curitiba.
No original em francês, Ferruci, demonstra seu interesse pela Rua Leitner, denominada, mais tarde, Liberdade, é, hoje, a rua Barão do Rio Branco.

Estação Antonina

A estação Ferroviária de Antonina, localizada na Av. Uruguai, s/n se constitui no terminal ferroviário da linha Curitiba/Morretes/Antonina, é exemplo vivo da fase áurea da exportação do mate, quando Antonina se destacava como 4º porto brasileiro. A construção deste prédio data do ano 1916, após o incêndio que destruiu a pequena estação em madeira. De estilo eclético, o prédio possui bom desenho de arquitetura, com detalhes e requintes, como a estrutura de cobertura da plataforma de embarque de ferro pré-fabricado.
A linha, com 16 km e apenas uma estação, nunca teve grande movimento, e os trens de passageiros eram sempre mistos (carga e passageiro), chegou até mesmo receber litorina.
Em 1977 a estação foi desativada pela RFFSA tendo sido reativada em 1980, fechada novamente, para reabrir e fechar novamente em 1986, sempre para carga. Em 2003, foi reaberta ao transporte de cargas pela ALL, existindo o projeto de um trem turístico de Morretes a Antonina tocado pela ABPF que também não foi adiante. E no ano de 2002 foi adquirida pela Prefeitura e totalmente restaurada.

Estação Rodo Ferroviária de Curitiba

Em 25 de março de 1969, o então Presidente da RFFSA, General Antônio Andrade Araújo, e Prefeito Municipal de Curitiba, Omar Sabbag, firmaram convênio para a construção da “Estação Rodo ferroviária de Curitiba”, terminal que integraria os transportes ferroviários e rodoviários.
No dia 13 de novembro de 1972, a antiga estação viu os últimos movimentos das composições. Até às 24 horas, sua gare recebeu os derradeiros vagões; às primeiras horas do dia 14, estava vazia, silenciosa. . . Enquanto ali os serviços ferroviários paravam, iniciava-se, na Estação Rodo ferroviária de Curitiba, nova fase na história dos transportes por via férrea no Paraná, com o funcionamento da moderna espaçosa gare, dotada dos mais avançados requisitos técnicos.

Privatização da RFFSA

A linha ainda é hoje praticamente a original, tendo deixado de partir da estação velha de Curitiba, em 1972, para partir da nova, a cerca de apenas um quilômetro da antiga. Até hoje correm trens de passageiros por ela. A linha, incorporada depois pela RVPSC, passou ao controle federal da RFFSA em 1957 e em 1997 foi incorporada na privatização pela FSA - Ferrovia Sul Atlântico, que em 1999 foi incorporado à ALL - América Latina Logística S/ A. Já as atividades de transporte de passageiros entre Curitiba – Morretes operado com trens e litorinas, foi cedido a concessão à Serra Verde Express, que explora esse trajeto atendendo aos domingos com viagens de Curitiba – Paranaguá – Curitiba, mas é bom consultar com o seu agente de viagem antes de agendar o seu programa de final de semana.

Fonte bibliográfica

• 100 anos da ferrovia Paranaguá – Curitiba
Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba – Uma Viagem de 100 Anos – Edição Comemorativa do Centenário da Estrada de Ferro do Paraná Rede Ferroviária S/A - Superintendência Regional – Curitiba - Rua João Negrão, 940 – Curitiba, Paraná – Brasil – 1985 - Cdd (18.Ed) – 385.09816

• Uma viagem pelos trilhos da memória. Centenário da Estrada de Ferro do Paraná (Eventos comemorativos) – 1985.

• Uma conquista da Serra do Mar – Autor: Rubens R. Habitzreuter – Editora Pinha – Edição: 2000.

• O Marumbi por Testemunha – Autor: Lucio Borges – Editora: O Formigueiro – 1984.
• ________________XXXXXXXXXXXXXXXXX___________________

Pesquisa Bibliográfica: Leonardo da S. Mendes - E-mail: leonardo_s_mendes@yahoo.com.br – Cedida para uso exclusivo do portal: www.nossolitoraldoparana.com.br

  • Primeira estação D. Pedro II - Km 0 - Paranaguá Lançamento da Pedra Fundamental -
  • Pátio de manobra de vagões - 1ª Estação D. Pedro II - Paranaguá
  • Paranaguá - Manobra de vagoões no Porto D. Pedro II
  • Paranaguá - 2ª Estação ferroviária - Construída em 25/9/1927
  • Paranaguá - Foto atual da 2ª Estação ferroviária - Construída em 25/9/1927
  • Alexandra - Estação ferroviária de Alexandra - Inaugurada em 17/11/1883
  • Alexandra - Estação ferroviária de Alexandra - Inaugurada em 17/11/1883
  • Antiga Estação de Morretes
  • Morretes - Cartão Postal
  • Estação Roberto Costa - Um posto de cruzamento de trens
  • Estação ferroviária Porto de Cima
  • Tempo do
  • Antiga Volta Grande - Estação ferroviária Eng. Lange
  • Estação ferroviária Engenheiro Lange - Parada para o bolo da Dona Maraquinha
  • Maria fumaça saindo do túnel 3 rumo a Engenheiro Lange
  • Túnel 3
  • Agente de Estação e Telegrafista da antiga estação de Marumbi
  • Antigo escritório da comissão construtora da ferrovia
  • Hoje Santuário N. S. do Cadeado
  • 5/02/1965 - Inauguração do Santuário NS Cadeado
  • Bela vista da ferrovia
  • Posto Telegráfico destivado - Km 62
  • Viaduto Conselheiro Sinimbú - Km 64
  • Local do assassinato de Barão do Cerro Azul – km 65
  • Vista da Ponte São João
  • Usina Marumbi
  • Válvula da tubulação da Usina Marumbi
  • Auto de Linha - Fiscalização
  • Túnel 7
  • Ponte São João - Construção inicial
  • Ponte São João - sem reforço na estrutura
  • Trem de carga na Ponte São João
  • Cachoeira Véu da Noiva
  • Túnel da Garganta do Diabo
  • Rio Ipiranga
  • Estação ferroviária de Véu de Noiva
  • Casa Ipiranga - Em excelente estado de conservação
  • Máquina elétrica da RVPSC
  • Casa de operário da estação ferroviária de Roça Nova
  • Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
  • Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
  • Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
  • Barragem da Hidrelétrica Marumbi
  • Garganta do Diabo
  • Pico do Diabo
  • Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
  • Ponte metálica São João - Estrutura reforçada
  • Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
  • Vista do Viaduto Carvalho
  • Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
  • Túnel 5
  • Santuário N. S. do Cadeado - Restaurado
  • Usina Marumbi - vista do Rochedinho
  • PICO MARUMBI: Legítima propriedade espiritual dos alpinistas e dos turistas domingueiros, o Pico do Marumbi, foi escalado, pela primeira vez, em 21 de agosto de 1879, e mede 1.547 metros.
  • Vitral da Estação ferroviária Eng. Lange
  • Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
  • Estação Ferroviária de Morretes
  • Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
  • Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
  • Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
  • Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
  • Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
  • Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
  • Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
  • Casa Ipiranga - Depois do ato de vandalismo

Trem de Luxo da Serra do Mar - Great Brazil Express

TREM DE LUXO
Viagens
Great Brazil Express no trecho Curitiba – Morretes

No passeio Curitiba/Morretes feito pelo trem de luxo Great Brazil Express, conhecido carinhosamente como GBE, a natureza é conjugada em primeira pessoa e as tradições são levadas a sério. Na capital paranaense a viagem começa na Estação Ferroviária de Curitiba (PR), de onde o trem turístico parte cortando a Região Metropolitana de Curitiba, pelos municípios de Pinhais e Piraquara, o berço das águas do Paraná.
Em seguida, o passeio se aproxima das grandes atrações da ferrovia centenária: túneis, viadutos, pontes e precipícios. O primeiro grande atrativo é a Ponte São João, com 55 metros de extensão de muita emoção e beleza. Logo em seguida o trem passa pelo Viaduto do Carvalho, um contorno sobre uma montanha em que o turista ganha a melhor visão da Serra do Mar, e a sensação de estar flutuando.
Após os precipícios, a vista se abre para a Mata Atlântica do Paraná, onde está preservada uma das partes mais intocadas de todo o País. É possível apreciar o Parque Estadual do Marumbi, que abriga as montanhas mais altas do Estado, além de ser o ponto de parada para quem quer explorar a região mais de perto.
O desembarque é feito na pequena cidade de Morretes, uma das mais belas e antigas do litoral que tem como marco o Rio Nhundiaquara, que atravessa a região e permite a prática de esportes radicais como canoagem, bóia-cross e ainda pescarias. A parada é uma ótima oportunidade para aproveitar a variedade do artesanato local e levar alguns presentes típicos de recordação, como os artigos feitos com banana, fruta característica da localidade.
Morretes também é o lugar ideal para saborear o barreado, prato que deu fama à cidade. De herança cabocla, ele é
preparado com carne bovina, toucinho e temperos em panelas de barro, misturado à farinha de mandioca. O segredo da receita está no preparo, que dever ser cozida por 12 horas em panela vedada para impedir a perda de vapor. Para completar o prato, o ideal é servi-lo com banana.
A decoração do trem de luxo ilustra a fauna e flora brasileiras, cortinas carmim em seda, poltronas confortáveis e aveludadas ao estilo do século XVII, janelas panorâmicas e uma TV de plasma transmite em tempo real as paisagens que passam pela janela do trem. O serviço igualmente exclusivo conta com comissários bilíngües e serviço de bordo completo.
Como ir
O passeio até Morretes é operado pela Serra Verde Express e a passagem pode ser adquirida na Estação Ferroviária de
Curitiba ou mesmo pelo telefone 41 3888 3488. O turista também pode optar pelo pacote com serviços inclusos
comercializado pela BWT Operadora, que oferece transfer, passeio, almoço, city tour, serviço de bordo e retorno de
van pela Estrada da Graciosa.
Serviço
Grupo Serra Verde Express
41 3888.3488
www.serraverdeexpress.com.br
contato@serraverdeexpress.com.br

  • Serra Verde Express
  • Great Brazil Express – Trem de luxo
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  • Great Brazil Express – Trem de luxo subindo a serra do mar
  • Great Brazil Express – Trem de luxo no Santuário N.S. do Cadeado

Trem da Serra do Mar

TREM DA SERRA DO MAR

O destino de todas as rotas

Os primeiros caminhos abertos pelos nativos foram muito bem seguidos pelos tropeiros, que vinham para a região trazendo as novidades da capital da província e acabaram cultivando suas raízes por aqui. Mais tarde, foram os caminhos
de italianos, ucranianos, alemães, japoneses e imigrantes de toda a sorte que cruzaram seus destinos definitivamente com a cidade de Curitiba.
A capital paranaense é um verdadeiro reduto das mais diversas etnias e, por conta das inúmeras influencias, a cidade guarda também um grande celeiro de costumes e tradições, formando um complexo fantástico de culturas. Todas essas interferências contribuíram para a construção da identidade da região, estão registradas e homenageadas das mais variadas formas.
A história dos primeiros moradores da então Nossa Senhora da Luz dos Pinhais pode ser conhecida na Praça Tiradentes, o marco zero da cidade. O local abriga a Catedral Basílica, construída em 1.893 e está ao lado do Largo da Ordem, região dos casarios e palacetes históricos. Aos domingos, acontece no local a Feirinha do Largo, que reúne centenas de artesãos, exposições e manifestações populares.
Para conhecer os registros dos poloneses, nada melhor que ir ao Bosque do Papa. Inaugurado em 1980, o espaço homenageia a visita que o Papa João Paulo II fez a cidade no ano anterior. A principal atração são as sete casas construídas apenas com troncos e que hoje servem de morada para os mais diversos objetos e utensílios antigos.
Já no Bosque do Alemão, o destaque fica para reprodução da fachada da Casa Mila, típica da arquitetura do país descendente. Construído no terreno da antiga chácara da Família Schaffer, o bosque possui ainda a trilha João e Maria, que leva os pequenos para uma completa biblioteca infantil, o mirante dos filósofos e uma sala para concertos.
Ao passar pelo portal de entrada no bairro Santa Felicidade, os turistas vão ter a sensação de ter ingressado numa cidade aconchegante da Itália. Os descendestes que por lá vivem preservaram muitos dos hábitos de seus antepassados e ainda aperfeiçoaram o que talvez seja a sua melhor característica: a culinária. O bairro é conhecido pela enorme variedade de restaurantes e pela qualidade das suas massas e galetos.
Os trilhos da modernidade Muitos dos caminhos que chegam a Curitiba vinham de Paranaguá, cidade portuária muito importante para a emancipação paranaense. Hoje, os turistas realizam o caminho inverso e seguem até o litoral para conhecer esta parte viva da história. A ferrovia Curitiba - Morretes - Paranaguá simbolizou a entrada do Paraná para um novo país, que surgia no Brasil no final do século XIX. Inaugurada em 1885, o trecho foi também uma grande realização dos engenheiros da época, por causa das dificuldades previstas no seu traçado.
O passeio começa com o embarque em Curitiba, de onde o trem segue rumo a Morretes. As primeiras atrações estão na Região Metropolitana, onde o turista consegue ver na cidade de Pinhais muitas espécies de araucárias, árvore típica do Estado. Já em Piraquara, todas as atenções são para a grande quantidade de rios da cidade, que é considerara o berço das águas do Paraná.
A construção também é o marco da mudança da vegetação, que agora é tomada pela Serra do Mar e pela Floresta
Atlântica. E é nesta região a região acidentada que estão as principais atrações do destino.
Uma das atrações prediletas dos passageiros é a imponente Ponte São João, construída com 402 toneladas de aço belga, os 70 metros da obra impressionam pela linda visão que se tem a 55 metros de altura. Além disso, a passagem pela ponte causa uma sensação única de estar flutuando entre as nuvens.
A próxima atração é o Viaduto do Carvalho, uma construção com 5 vãos fincados na própria rocha que o trem vai percorrer. O ponto chama atração por conta da grande depressão que forma uma paisagem singular, com a incidência do sol sobre as montanhas, formando assim uma sinuosa silhueta recheada por diferentes tons de verde.

A herança Cabocla

Depois das aventuras na serra, os turistas desembarcam na cidade de Morretes, onde vão poder conhecer um pouco da
cultura caiçara do Paraná. A cidade é o local ideal para experimentar o Barreado, prato típico da região feito à base de carne vermelha e muito cuidado no preparo, que leva cerca de 12 horas. Para acompanhar, a dica é servir-se com uma
banana picada, farinha de mandioca e uma dose de cachaça produzida na região. Não deixe também de experimentar os outros produtos feitos a base da fruta típica do litoral: a banana. Salgadinhos, balas, cachaças e até artesanato são feitos com matérias-prima extraídas da fruta.
Para voltar para Curitiba, o ideal é subir pela Estrada Graciosa. Aberta pelos primeiros moradores, a estrada também reserva belos postais da Serra do Mar entre as suas mais cem curvas e muito paralelepípedos cuidadosamente preservados.

Serviço
Grupo Serra Verde Express
41 3888.3488
www.serraverdeexpress.com.br
contato@serraverdeexpress.com.br

  • Serra Verde Express
  • Descida do trem na serra do mar
  • Litorina saindo do túnel
  • Ponte São João
  • Descida do trem na serra do mar
  • Viaduto Carvalho
  • Viaduto Carvalho
  • Conjunto Marumbi

BR-277 - Curitiba - Paranaguá - Sua História

Os 86,5 km da BR 277 que correspondem à transposição da Serra Do Mar compõem um capítulo à parte na história da rodovia, pois foram fruto de uma urgente demanda por infraestrutura no estado. Em meados do século, transcorridos quase setenta anos da conclusão da Estrada Da Graciosa, esta já se encontrava saturada e não mais permitia uma locomoção à altura das cargas entre o porto e a capital; bem como dos veranistas, que na época ainda não eram tão numerosos. Operando também a estrada de ferro na sua máxima capacidade, formava-se um gargalo atravancando o desenvolvimento paranaense, que apenas em 1946 vislumbrou saída com os primeiros estudos para a construção da então chamada “BR 35 – Leste”. Foi escolhido para sua extensão o lado oposto da mesma “garganta” que outrora deu passagem aos primeiros povoadores de Curitiba, na qual se assenta o antigo Caminho Do Arraial.
Somente em 05/05/1950 foram iniciadas as obras, a cargo da firma Lysimaco Da Costa & Irmão, a qual viria a executar 12.611.565.781m³ de terraplanagem. Finda essa etapa, o DER assumiu com entusiasmo a condução dos trabalhos visando cumprimento da promessa eleitoral do governador Ney Braga, quem hoje cede oficialmente o nome à estrada, conforme lei de 2001. Anteriormente houve a sugestão de alguns intelectuais para que se chamasse Dom Pedro II, homenageando este que foi o primeiro chefe de estado a cruzar a serra, em 1880. Tão inóspito era o trecho serrano que às vezes os operários ficavam isolados, sem receber materiais e víveres durante breves períodos.
Os 230 dias de chuva ao longo do ano de 1967 prejudicaram a já tardia conclusão do asfalto e sua inauguração, que só se deu em 06/04/1968 com uma das pistas ainda incompleta. O modelo de contrato com as empresas participantes contribuiu para a demora, pois este as remunerava pelo tempo de serviço. Tanto dinheiro gasto em tão poucos resultados atraiu a atenção da imprensa nacional, através de ácidas reportagens da revista Panorama e do jornalista David Nasser para o Cruzeiro. A reviravolta que acelerou o andamento das obras veio quando o governo, instruído por um conhecido advogado carioca, passou a soltar as ordens de serviço todas de uma vez, obrigando as empreiteiras a fazer fortes investimentos em maquinário para poder cumprir o que fora contratado No local de maior beleza na serra foram feitos dois grandes viadutos, o Caruru – última obra a ser concluída – e o dos Padres – que é a estrutura mais extensa. Ao cortar a faixa inaugural, no km 0 em Paranaguá, o presidente Costa E Silva se admirou com a grandeza da estrada e brincou dizendo que gostaria de percorrê-la a pé. Mais tarde se dirigiu ao ponto final dela, sendo bem recebido pelo povo no Centro Politécnico da capital. Foi grande a satisfação dos trabalhadores, à quem as empreiteiras ofereceram uma churrascada em comemoração ao fim da obra. Duas horas de ser a via concedida ao tráfego, saiu da rodoviária (na época o Terminal Guadalupe) o primeiro ônibus da Viação Graciosa com destino a Paranaguá, tendo seu preço reduzido de NCr$ 2,40 para NCr$ 1,65; e seu percurso diminuído em 40min comparando-se à rota anterior.
A facilitação do transporte possibilitou de imediato um aumento em 20% nas exportações pelo porto de Paranaguá. Só então o litoral paranaense vivenciou um êxtase imobiliário e um crescimento do turismo, antes pouco expressivo. A duplicação veio 20 anos depois por obra da empreiteira C. R. Almeida, que aproveitou as estruturas deixadas pelos construtores para os novos viadutos e pontes. Contudo atualmente uma nova saturação se aproxima, criando a possibilidade de que futuras soluções venham a impactar o meio ambiente na Serra Do Mar e nas praias. Exemplos disso são os projetos de duplicação da PR 407, a criação do porto de Pontal Do Sul e do trecho paranaense da BR 101; que entre outras ideias, contariam com grande anuência de órgãos ambientais.
Concessão – Anel de Integração do Paraná
Em 1997 esta e demais rodovias do estado passaram por um processo de concessão, formando o Anel de Integração do Paraná. Desde então a BR-277 é operada por quatro concessionárias de rodovias. Partindo do Km 0 em Paranaguá até Curitiba, é operada pela empresa Ecovia, uma subsidiária da empresa EcoRodovias. O trecho seguinte, de Curitiba até o Km 140 em São Luiz do Purunã, é operado pela RodoNorte, subsidiária da Companhia de Concessões Rodoviárias. A concessionária Caminhos do Paraná opera o Lote 4, de São Luiz do Purunã até Guarapuava. E de Guarapuava a Foz do Iguaçu, o Lote 3 é operado pela concessionária Ecocataratas, outra subsidiária da EcoRodovias. Todos os contratos de operação dos lotes tem validade de 24 anos.

Fonte: Rubens Roberto Habitzreuter. “A Conquista Da Serra Do Mar". 2000 - Biblioteca Pública Do Paraná.

No dia 23 de setembro de 2014, às 11 horas foi inaugurado e liberado para tráfego o viaduto construído na BR 277 no km 29, acesso para Morretes. O viaduto é mais uma importante obra que contempla Morretes, e o Nosso Litoral Do Paraná como um todo, facilitando o fluxo e segurança de todos os usuários que trafegam diariamente na região principalmente na alta temporada.

  • BR-277 - Curitiba - Paranaguá
  • BR-277 - Curitiba - Paranaguá
  • BR-277 - Curitiba - Paranaguá
  • BR-277 - Curitiba - Paranaguá
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  • BR-277 - Curitiba - Paranaguá
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  • Viaduto Morretes - BR-277 - Curitiba - Paranaguá
  • BR-277 - Curitiba - Paranaguá
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