Morretes

Caminhos Coloniais

Surgidos espontaneamente de acordo com a necessidade no início da colonização, hoje esses caminhos são procurados pelos ecoturistas. Entre outros caminhos coloniais estão os caminhos da Graciosa, do Arraial e do Itupava. Os caminhos coloniais eram a única ligação entre o litoral e o planalto paranaense, em meados do século XVII. Por eles subiram os predadores de índios, os faiscadores de ouro e os homens que povoaram os Campos de Curitiba e os Campos Gerais.

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Caminho do Arraial, Caminho da Graciosa e Caminho do Itupava

Caminho do Arraial
Sua abertura não tem data certa, pois não se têm documentos que a comprovem. Há relatos que indicam que a abertura da picada do Caminho do Arraial foi entre os períodos de 1586 e 1590, ou seja, o Caminho do Arraial possui mais de 400 anos.

Caminho da Graciosa
Teve sua construção em duas etapas: a da Serra do Mar, entre 1646 e 1653 e até o Atuba, entre 1848 e 1870. O Caminho da Graciosa é a trilha mais primitiva entre o litoral e o planalto onde, mais tarde, seria fundada Curitiba. A estrada era de uso dos índios que desciam a serra para mariscar no litoral e depois subiam na época do pinhão. Em 1653 o caminho foi abandonado, utilizando-se o do Itupava e a abertura definitiva só foi possível após a Emancipação da Província, em 1872. Neste meio tempo a estrada foi diversas vezes aberta e abandonada.

Caminho do Itupava
Uma ótima oportunidade para quem gosta de fazer caminhada e estar em contato direto com a natureza são percorrer esse caminho que deu origem ao traçado da Estrada de Ferro.

Veja mais detalhes desses caminhos no ícone patrimônio natural.

  • Caminho do Arraial, Caminho da Graciosa e Caminho do Itupava
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Caminho da Mamona

CAMINHO DA MAMONA, trecho que liga o bairro Porto de Cima em Morretes à estação de Engenheiro Lange. O início da trilha é na Estrada da Mamona em Porto de Cima, mas logo após o Rio Cary a estrada vai estreitando, sendo interrompido a sua passagem pública por passar por chácaras de propriedades particulares. Por esta razão a atual Estrada da Mamona se transforma em Caminho e depois vira uma Trilha da Mamona. O trajeto da Estrada da Mamona é maravilhoso, são 5 km de caminhada até a linha férrea, com direito a uma parada para quem gosta de um descanso à beira de rios com águas cristalinas. A caminhada que fizemos hoje saindo de Porto de Cima até a Estação Ferroviária de Engenheiro Lange, só foi possível graças a autorização dos proprietários, a quem agradecemos. O Nosso Litoral Do Paraná #nossolitoraldopr é rico em caminhos coloniais. Este número aumentou ainda mais com a construção da Centenária Ferrovia Paranaguá X Curitiba que serviram de acesso dos operários e da administração da empresa que utilizaram esses atalhos para chegar até o local da obra e até mesmo para se levar alimentos para os operários, o Caminho da Mamona, foi um deles.
Com a conclusão da Usina Marumbi em 5 de abril de 1961, grande parte do material utilizado para a construção da linha de transmissão de 69 Kv que ligava a usina até a subestação da Copel, foi transportado pela Estrada da Mamona que corta está linha ainda hoje. Além de se ter momentos de puro contato com a natureza, o Caminho da Mamona ainda é uma boa opção para se chegar a estação como alternativa alem da Estrada das Prainhas.
Relato: 20/04/2020

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