Morretes

José Francisco da Rocha Pombo

POETA, PROFESSOR, JORNALISTA, HISTORIADOR, ESCRITOR, POLÍTICO.

1857- 4 de dezembro: Nasce em Morretes, no Anhaia, filho de Manoel Francisco Pombo e de Angélica da Rocha Pombo.
Estudou o primário no seu recanto natal. Dotado de inteligência precoce, aos dezoito anos já lecionava. E aos vinte anos publicava seu primeiro artigo no “A Escola”, do Rio de Janeiro. Elegeu-se deputado à Assembléia Provincial em 1886, pelo Partido Liberal. Fundou em 1879 o jornal “O Povo”.
Vibrante jornalista redigiu: “O Eco dos Campos”, “Castro”, “Gazeta Paranaense” e “Diário do Comércio”. Implantou em Castro, um colégio. Premido pelas dificuldades foi obrigado a mudar-se para Ponta Grossa. Foi dele a primeira idéia de criação de uma Universidade no Paraná.
Republicano e abolicionista fervoroso. Grande coração. Amigo leal. Espírito equilibrado. Patriota sincero. Publicou as seguintes obras: “A Honra do Barão”, “Dadá”, “Supremacia do Ideal”, “Religião do Belo”, “No Hospício”, “Notas de Viagem”, “História do Paraná”, “História de São Paulo”, “História do Brasil”, “História do Rio Grande do Norte” e “História do Rio”, “Dicionário de Sinônimos da Língua Portuguesa”, “O Paraná no Centenário”, “Nossa Pátria” e “Para a História”. Era o escritor revelado, mas sem a repercussão merecida. A “História do Brasil”, em dez volumes, é a maior e mais completa obra no gênero. Com a “História da América” conquistou justos lauréis. Fez-se famoso e imortal.
Como autodidata, notável vocação para o jornalismo, para a poesia e a pesquisa histórica. Já adulto, buscou centros maiores a começar por Curitiba, fazendo-se jornalista
Com a recompensa recebida pela publicação de sua “História da América”, em 1900, iniciou então a publicação da “História do Brasil”, publicada entre 1906 e 1917, e considerada com justiça, dos mais completos e cuidados textos no gênero, o que lhe valeu a eleição para ocupar a cadeira de nº 39, na Academia Brasileira de Letras. Não tomou posse por ter-lhe sobrevindo à morte.
Faleceu em 26 de junho de 1933, no Rio de Janeiro.
Seus restos mortais foram trasladados para Morretes, no ano de 1966.


Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

  • José Francisco da Rocha Pombo, Poeta, Professor, Jornalista, Historiador, Escritor, Político e Membro da ordem Maçônica – Nascido no Anhaia – Morretes em 04 de dezembro de 1857.
  • 21-7-1940 - Inauguração do busto de Rocha Pombo - (Porta Bandeira Nazira Daher)
  • Praça José Francisco da Rocha Pombo

Antonio Alves de Araújo

COMENDADOR – POLÍTICO, EMPRESÁRIO.

1818- 6 de novembro: nasce em Morretes. Filho do Capitão Hippólito José Alves de Araújo e de Maria Rosa de Araújo. Depois dos estudos primários realizados em sua cidade natal, completou sua instrução geral no Rio de Janeiro. Desejoso de aperfeiçoar sua educação visitou países da Europa, da Ásia. Assim sendo, mesmo não sendo formado, recebeu aprimorada educação e instrução. Casou com Maria Luiza de Araújo. Foi Deputado Provincial, tendo ocupado Presidência em várias legislaturas. Dedicou-se sempre, a indústria ervateira e ao comércio, em Curitiba, na Rua Brigadeiro Franco. Por seu trabalho e lealdade, recebeu as comendas da Rosa e de Cristo. Nesta época estava casado com Francisca Pereira Correia, pois viuvara da primeira esposa. Teve os seguintes filhos: Hipólito Correia Alves de Araújo, Moisés Correia Alves de Araújo e Maria Rosa de Araújo.
Foi Vice-Presidente da Província do Paraná, por oito anos, de 1864 a 1865; 1868 a 1869 e de 1880 a 1883.
Como Vice-Presidente assumiu a Presidência de 26 de maio de 1883 a 3 de setembro de 1883 e também de 24 de agosto de 1885 a 18 de setembro de 1885.
Numa das vezes que assumiu a presidência da Província, em substituição ao presidente Dr. Carlos de Carvalho, a situação era de instabilidade. O comércio negava-se a pagar o exorbitante imposto (do vintém) sobre as vendas. A missão do Comendador Araújo era demais melindrosa em virtude de governar provisoriamente. Mesmo como elemento acatado e de prestígio na classe revoltada e político de grandes responsabilidades, não pode, por si, resolver a complicada questão, convocando então a Assembléia Provincial para tratar de tão rumoroso caso. Em seguida as suas viagens para a Europa, havendo deixado suas propriedades entregues ao seu cunhado, Fanor Cumplido, encontrou-se ao voltar, inteiramente sem dinheiro. Teve que vender várias de suas propriedades e bens, para saldar sua dívida. Depois de haver sido muito rico, estava bem abalada a sua fortuna, quando do seu falecimento. Faleceu na Palmeira, em 1888. Curitiba deu seu nome a uma de suas principais artérias da cidade, onde ficava a sua moradia.



Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

  • Antonio Alves de Araújo – Nascido em Morretes em 06 de novembro de 1818

Antonio Ricardo dos Santos

COMENDADOR – EMPRESÁRIO, POLÍTICO

1819- 22 de setembro: nasce em Morretes. Conhecido como Comendador Dodoca. Filho do Sargento-Mor Antonio Ricardo dos Santos e de Maria da Luz Paraíso. Casou com Cordula Martins dos Santos. Dedicou-se com o pai à indústria ervateira e ao alto comércio. Fundou em Curitiba o Engenho Iguaçu, no Bariguí do Batel. Em Morretes, onde foi Vereador, instalou, com José Celestino de Oliveira e Antonio Gonçalves do Nascimento, uma das primeiras usinas de açúcar do Sul do Brasil, o Engenho Central, tido na época como o mais completo e moderno. Foi Deputado Provincial em diversas legislaturas e Vice-Presidente da Província, (exercendo o cargo de Presidente, de 29-12-1887 a 9-2-1888).
Presidiu a inauguração da Companhia Carris Curitibana (bondes). A linha mais longa era a do Batel, que custava Rs $200 (duzentos réis). Em 1878 transferiu-se para Curitiba, onde construiu sua residência à Rua 15 de Novembro, onde está construído o Edifício Azulay, que pelo seu conforto e luxo só a igualava a do Barão do Cerro Azul. A Colônia Nova Itália, foi fundada em terras doadas pelo Comendador Dodoca, em 1881. Foi agraciado pelo Imperador D. Pedro II, com o título de Comendador da Ordem da Rosa. Respeitado e acatado nos meios industriais, comerciais e sociais, era, estimado e representava padrão de virtudes acrisoladas e de conduta ilibada. Deixando a Presidência da Província em 9 de fevereiro, apresentou relatório sobre suas atividades, do qual destacamos o seguinte:
“Está no alcance de todos que a instrução pública, principalmente a primária, exige uma reforma, senão radical, deve ao menos ser alterada introduzindo-se melhoramentos necessários e capazes de preencher as lacunas, que a cada momento se encontram no regulamento de 1876. A Província do Paraná que conta com tantas instituições de ensino, não deve oferecer o espetáculo repugnante da distribuição de cadeiras de ensino a pessoas que fogem a prova de habilitação e recorrem às leis de favor e exceção, que se não justificam por conveniência pública, causando grave prejuízo para a instrução pública”.
Faleceu em Curitiba, a 17 de novembro de 1888. No seu funeral foram prestadas honras de Chefe de Estado, tendo sido extraordinariamente concorrido.

Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

  • Antonio Ricardo dos Santos – Nascido em Morretes em 22 de setembro de 1819.

Francisco Negrão

HISTORIADOR.
1871- 13 de agosto: nasce em Morretes, no São João da Graciosa, onde viveu até os 13 anos. Filho de João de Souza Dias Negrão (III) e Francisca Gomes Dias Negrão. Em Porto de Cima fez seus estudos primários. Estudava no secundário, quando lhe morreu o pai, o notável paranaense João Negrão. Aos 16 anos, assume a chefia da família. Casado com Astrogilda Serra de Sant’ Anna Negrão, não tiveram filhos. Funcionário público dedica-se de corpo e alma à pesquisa histórica. Membro do I. H. G. do Paraná, do Ceará, de Mato Grosso, do Amazonas e de Santa Catarina e do Centro de Letras do Paraná. Durante 26 anos no Arquivo Municipal de Curitiba publica documentos preciosos em sessenta e dois números dos Boletins. Sua Genealogia Paranaense obra consultada por historiadores e pesquisadores consumiu 24 anos de sua existência. Por serviços prestados a Pátria, durante a revolta da armada, foi nomeado capitão honorário do Exército. Quando, ao pedir-lhe seus dados biográficos ele respondia: “Nada mais quero que digam – que fui patriota, amo ardentemente meu torrão, a ponto de, mesmo velho como estou, empunhar minha espada e seguir para junto de meus irmãos, desagravar a nossa Bandeira, caso ela seja profanada”. Autor dos trabalhos: Conjuntura Separatista; O Guarda-mor Francisco Marins Lustosa; As Minas de Ouro da Capitania de Paranaguá; Memória Histórica Paranaense; Efemérides Paranaenses; A Viagem de Dom Pedro II ao Paraná. Seus 3 últimos trabalhos concluídos dias antes de sua morte foram: Biografia de Ermelino de Leão; Biografia de Antonio e André Rebouças e sua Bibliografia, a pedido da Academia Paranaense de Letras. Batalhador incansável revolve o pó dos arquivos à cata de documentos históricos. Seu precioso arquivo vivia franqueado ao público e cópias, quando lhe solicitadas, eram fornecidas ao interessado, gratuitamente, embora tais franquias pesassem no minguado bolso do modesto funcionário aposentado da Fazenda Nacional. Faleceu em Curitiba em 11 de setembro de 1937, sempre embalado na saudade de seu torrão natal: “solar hospitaleiro, onde a vida era afanosa, intensamente agitada pelo trabalho, mas reinava a paz, a abastança, a bondade e o amor”.

Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

  • Francisco Negrão – Nascido no São João da Graciosa – Morretes em 13 de agosto de 1871.

Frederico Ferreira de Oliveira

ALMIRANTE
1849- 27 de novembro: Frederico Ferreira de Oliveira nasce em Morretes, filho de Antonio Vieira dos Santos Junior e Maria Rita do Rosário.
Ficando órfão de seus pais, foi mandado para o Rio de Janeiro por seus irmãos mais velhos Francisco e João, que o auxiliaram em seus estudos.
Abraçando a carreia naval, conquistou ótimas aprovações em seus estudos, subindo a todos os postos da armada, até o de Almirante, em que se reformou.
Foi um dos mais ilustres oficiais que tem tido a Marinha de Guerra do Brasil.
Matriculado na Escola da Marinha em 1867 era, dois anos depois, Guarda-Marinha, Segundo-Tenente em 1872 e Primeiro-Tenente no ano seguinte.
Até 1876, embarcou em vários navios da esquadra para fins diversos e nesse ano ficou a disposição do Ministério de Estrangeiros, como ajudante da Comissão de Limites, entre o Brasil e a Bolívia, no Estado do Amazonas, chefiada pelo Barão de Maracajú.
Em 1887, serviu na Comissão de Limites entre o Brasil e a Argentina. Também no mesmo ano, tornou-se Capitão-Tenente e Cavaleiro da Ordem de Aviz, graduado por serviços militares prestados ao país.
Em 1889 ainda participando da Comissão de Limites Brasil-Argentina, assina junto com seus companheiros de Comissão, um manifesto em honra ao Coronel Amazonas de Araújo Marcondes:
“Amazonas Marcondes é o seu nome, nome do benemérito brasileiro que já pertence à história, nome glorioso cujos fatos serão registrados nas páginas sagradas do livro da evolução pacificada Pátria. Um brado de admiração e entusiasmo irrompe dos lábios da Comissão de Limites, saudando o ilustre paranaense, prova eloqüente da aptidão do brasileiro para os grandes cometimentos.” Porto União, 8 de novembro de 1889. (aa) José Cândido Guilhobel (Almirante); Dyonisio Evangelista de Castro Serqueira (General); José Jardim (Marechal); Frederico Ferreira de Oliveira (Vice-Almirante); João do Rego Barros: Ismael da Rocha (Dr. General); Antonio Ribeiro de Aguiar (General); Luiz Torres Nogueira; Nicolau Alexandre Muniz Freira (General).
Participou de comissões com o Barão de Capanema, com o Almirante Guilhobel e com Manhães Barreto. Participou da viagem de circunavegação sob o comando do Almirante Custódio José de Mello.
Em 1912, devido ao seu serviço notável e elevada capacidade profissional recebeu os bordados de Contra-Almirante.
Casou com Maria Lina de Castro e Oliveira, natural do Rio de Janeiro, filha de Antonio Salustiano de Castro e de Fausta Amélia de Castro.
Tiveram os filhos: Dr. Armando de Castro Oliveira, médico, casado com Alice de Bittencourt Oliveira, filha do Marechal Carlos Machado de Bittencourt e de Maria José Lobo de Bittencourt. (O Marechal Carlos Machado de Bittencourt foi assassinado em 5 de novembro de 1897 no Arsenal de Guerra, por Marcelino Bispo no momento em que este pretendia assassinar o Dr. Prudente de Moraes, Presidente da República. O Marechal, impedindo o golpe dirigido ao Presidente, recebeu em pleno peito a punhalada que o prostrou sem vida, pelo que o cognominaram de: “O Marechal de Ouro”); Amanda de Oliveira Bittencourt, casado com Jacintho Machado de Bittencourt {irmão da esposa de seu irmão Armando}; Amenaide de Oliveira da Silva, casada com o Dr. Vicente da Silva; Dr. Antonio Carlos de Oliveira, engenheiro, casado nos Estados Unidos com Sily Palfery, filha de John Palfery e de Edith Palfery; Sylvia de Oliveira Kopke, casada com o Dr. Wineckelmann Kopke, filho de João Kopke e de Maria Izabel de Lima Kopke. Tiveram também: Américo, Abelardo, Alberto e Adelina, falecidos na infância.
Faleceu o eminente militar no Rio de Janeiro, aos 79 anos.

Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

Ignácio Gomes da Costa

Major

1857- 30 de setembro: Ignácio Gomes da Costa nasce no Porto de Cima. O Major Ignácio estudou as primeiras letras com o professor José Maria de Castro Britto, no recanto natal. O curso secundário no internato do Professor Joaquim Serapião Nascimento em Curitiba. Ingressou no Exército como Praça e em 1892 era Alferes. No ano seguinte foi nomeado Fiscal do Regimento de Segurança, comissionado no posto de Major, por indicação do Cel. Dulcídio. Fez o curso superior na Escola Militar da Praia Vermelha e de Campo Grande, onde concluiu os cursos de: Cavalaria, Infantaria e Tiro. Participou ativa nos combates que ficaram conhecidos como “Cerco da Lapa”, assinando, junto com outros militares, a “Ata de Capitulação da Praça da Lapa” em 11 de fevereiro de 1894. Portou-se sempre como digno militar. Da Revolução Federalista, diz a história:
“Foi o sítio se estreitando, com alternativas de avanços e recuos, com extraordinárias provas de bravura dos defensores, destacando-se entre eles, o Major Ignácio Gomes da Costa, o Capitão Clementino Paraná e outros. Esgotados os recursos da defesa, no dia 11 de fevereiro de 1894, veio à capitulação, perdendo-se a Praça Legendária, mas ganhando-se o tempo necessário para que o governo legal organizasse a defensiva com a qual venceu os insurretos. Do Regimento de Segurança são citados com respeito os seus Oficiais: Comandante Cel. Cândido Dulcídio Pereira, Major Ignácio Gomes da Costa, Cap. Clementino Paraná, José Olintho e Praxedes Borba, Ten. Carvalho Chaves e Adalberto de Menezes, Os Alferes Antônio Gomes Ferreira, Manoel Francisco de Araújo e Américo Vidal.”
Com a morte do Cel. Dulcídio, o Cap. Ignácio assumiu interinamente o Comando da Polícia Militar. Nomeado pelo Dr. Vicente Machado, Governador em exercício, Comandante Geral da Polícia Militar do Paraná. No seu comando foi adquirido o terreno onde está hoje o Quartel do Comando Geral.
Lutou ainda o Major Ignácio no Contestado, em 1912.
Pertenceu ao Jóquei Clube Paranaense do qual foi Presidente e ao Clube Curitibano.
Faleceu este bravo morretense a 3 de outubro de 1930, em Curitiba.

Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

  • Frederico Ferreira de Oliveira, nascido em Morretes no dia 27 de novembro de 1849.

João Negrão

POLÍTICO, EMPRESÁRIO
1833- 19 de dezembro: nasce no São João da Graciosa, em Morretes. Filho do Capitão João de Souza Dias Negrão (II), “O Velho” natural de Portugal e de Rita Maria Lustoza de Andrade Negrão.
Como a maioria dos homens de seu tempo, só tinha o curso primário. Tudo quanto conquistou foi à custa de grande força de vontade.
João Negrão foi um desses heróis anônimos. Desses que se sacrificam silenciosamente e com satisfação pelo bem estar dos entes que lhe são caros.
Casado com Maria Francisca da Luz Negrão. Filhos: Francisco de Paula Dias Negrão; João, falecido em criança; João de Souza Dias Negrão (IV), falecido em criança; Tenente José de Souza Dias Negrão; Octávio, falecido em criança; Álvaro, falecido em criança; Antonio; Maria Francisca da Luz Negrão Filha (Nenê); Eugênio; Maria; Esther da Luz Negrão.
Exerceu vários empregos públicos nos quais teve a ocasião de prestar inestimáveis serviços ao Estado e ao País: Escrivão do Juiz Municipal de Curitiba; 2° Tabelião de Notas de Curitiba; Administrador da Agência de Itararé; Coletor da Vila do Príncipe, hoje Lapa; Administrador Interino da Barreira do Rio do Pinto, em Morretes; Oficial da Secretaria de Governo; Escrivão da Coletoria da Capital; Secretário da Repartição Estatística; Adido a Secretaria de Governo; Escrivão do Registro de Rio Negro; Escrivão da Barreira da Graciosa; Administrador da Barreira da Graciosa, cargo em que foi efetivado até aposentar-se em 1877. Depois de aposentado exerceu o cargo de Inspetor Escolar no Porto de Cima, no qual prestou muitos serviços a causa da instrução. Foi também Deputado a Assembléia Provincial.
Foi membro preeminente do Partido Conservador. Quando exerceu o mandato de Deputado a Assembléia Provincial muito lutou pela difusão do ensino primário.
Faleceu em 2 de abril de 1887, sendo a sua morte muito sentida, tal era a consideração e alta estima de que gozava entre seus compatriotas.
Que a mocidade de hoje saiba seguir os exemplos proveitosos daquele grande coração.
Uma das artérias viárias de Curitiba, a antiga Rua Rio Paraná, leva o nome desse ilustre morretense.

Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

  • João Negrão – Nascido no São João da Graciosa – Morretes em 19 de dezembro de 1833.

João Zanin Turin

ARTISTA PLÁSTICO

1875- 21 de setembro: nasce no Porto de Cima, “aos pés do Marumbi” diria ele mais tarde, motivo de orgulho do artista que sempre buscou e encontrou na natureza a força de sua expressão criadora e a matéria prima, origem de toda a sua criação artística. Filho de Giovanni Turin e Maria Turin.
Após os primeiros estudos em sua terra natal, em 1906 viajou para a Bélgica, onde se matriculou na Academia de Bruxelas, para estudar escultura. Nos cinco anos que ali estudou, conquistou primeiros e segundos prêmios do curso. No decorrer do quarto ano conquistou vários deles. Por esse motivo o diretor da Escola de Belas Artes cedeu-lhe um atelier na própria escola, onde Turin executou a escultura “O Exílio”, figura de dois metros de altura. Obteve menção honrosa ao expô-la no Salão de Paris. Esta estátua está hoje na Municipalidade de Bruxelas. Em 1913, expôs nesse mesmo salão outros dois trabalhos: “O Fogo Sagrado”, com dois metros de altura e o “Busto do Barão do Rio Branco”. No ano seguinte exibiu as maquetes de “Rio Branco”, “Olavo Bilac” e o busto do Diretor da Ecole dês Hautes Estudes, Dr. Marc Auliff.
Residindo em Paris durante a guerra de 1914, Turin viu-se, premido pelas circunstâncias, forçado a exercer funções fora da sua profissão. Finda a conflagração, realizou belo baixo relevo em pedra, – “La Pietá”, de grandes dimensões, para a igreja da Normandia, França.
Novamente expôs no Salão de Paris uma maquete do “Dr. Epitácio Pessoa”, então Presidente da República, e outra do “Dr. Gastão d’Argollo”, ambas no tamanho natural, a “Figura de Cão de Caça” e a estátua de “Tiradentes – Mártir”.
Em colaboração com o também escultor João Zaco Paraná, executou em 1922 os bustos em bronze, dos poetas paranaenses “Emiliano Pernetta”, “Emilio de Menezes” e “Domingos Nascimento”, que embelezam o aprazível recanto da cidade de Curitiba, a Praça General Ozório.
Também de sua autoria é a estatua de “Tiradentes”, na Praça que leva o nome de nosso mártir maior.
É muito grande a obra executada por Turin. Umas estão assinadas, outras não, por terem sido feitas em parceria com artistas franceses.
Faleceu João Zanin Turin em junho de 1949.

Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

  • João Zanin Turin - Nasceu em Porto de Cima em 21 de setembro de 1875

José Gonsalves de Moraes

POETA, NOVELISTA, CRONISTA, HUMORISTA, PROFESSOR, ESCRITOR.

1849- 15 de janeiro: nasce em Morretes. Filho de Américo Gonsalves de Moraes e de Escolástica Jacintha de Moraes.
Fez o curso primário em sua cidade e o de humanidades em Paranaguá. Começa cedo a trabalhar. Já aos dezoito anos é nomeado professor em sua cidade natal. Torna-se sócio de uma casa comercial com um de seus irmãos. Lecionou português, francês e latim em Curitiba. Teve também um internato.
Publicou o livro de poesias “Sempre Vivas”, em 1874.
Exerceu os seguintes cargos: Tabelião, Vereador e Presidente da Câmara de Morretes e de Curitiba, Deputado Provincial em duas legislaturas, Inspetor Escolar, gerente da Caixa Econômica e diretor da Secretaria de Obras, no Governo do Dr. José Pereira dos Santos Andrade. Abolicionista fervoroso.
Inaugura o primeiro prelo da cidade, sendo o compositor e o impressor do primeiro jornal morretense e, com alguns companheiros, cria diversas sociedades literárias e sociais, como Amor ao Estudo, Clube Alfa e Filodramática Morretense.
Ao adoecer, em 1904, tornou ao recanto natal. Para aqui se dirigiu na qualidade de secretário e tesoureiro da Câmara Municipal. Manteve-se nessa ocupação até seu falecimento.
Foi o criador do “Almanaque Paranaense”, tendo organizado os quatro primeiros, onde inseriu crônicas, poesias e contos humorísticos de sua autoria.
Traduziu: “Heredia”, “Gautier”, “Horácio” “Virgílio”, “Vida de Maldição”, de Paul Brulat, para o jornal curitibano “Diário da Tarde”. Escreveu o romance “Maria Clara”, única prova da influência do realismo no Paraná na época.
Cegando nos últimos anos de sua vida, continuou a fazer poesias cheias de vida, que pareciam saídas de uma alma sonhadora de vinte anos. Não podendo escrever, ditava os seus sonetos a seu filho Aguilar. Deixou sempre transparecer em suas rimas a vivacidade e a ternura dos seus vinte anos. Revestem-se, geralmente, de férvido sentimentalismo e são consideradas, todas, verdadeiras e belas jóias literárias.
Membro da Academia Paranaense de Letras.
Casou com Francisca dos Santos, teve o filho Américo Vespúcio de Moraes.
Faleceu pobre, em 21 de setembro de 1909.
Morretes não o esqueceu, denominando uma de suas principais ruas e a Biblioteca Pública.

Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

  • José Gonsalves de Moraes - Nascido em Morretes em 15 de janeiro de 1849.

Lange de Morretes

ARTISTA PLÁSTICO E ZOÓLOGO
Lange De Morretes – Por Andersen

1892- 5 de maio: nasce em Morretes, filho de Rodolpho Lange e Anna Bockmann Lange.
Passou a infância a admirar a “terra dos lírios bravos”, onde estudou as letras primárias. Ainda adolescente seu pai trouxe a Morretes o mestre Alfredo Andersen a fim de ensinar pintura. Estudou na Europa, pois o seu mestre julgava-o o melhor pintor paranaense. Primeiro em Leipzig, Alemanha, estudou pintura. A seguir cursou a Escola Superior de Belas Artes de Munique, também na Alemanha. Adotou oficialmente o nome de sua cidade natal, pois na Alemanha o sobrenome Lange é comum. Retornando a Pátria dez anos depois, se dedicou a arte pictórica e a ciência.
Ao lado de Turin e Ghelfi, lutou para que o Paraná tivesse um estilo artístico próprio, verdadeiramente paranista. Lecionou na Escola de Belas Artes do Paraná. Pintou mais de quinhentas telas, com exposições no Brasil e na Alemanha. Dentre os prêmios recebidos destaca-se a medalha de bronze no Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro em 1927, e a medalha de ouro, galardão póstumo no Salão Paranaense de Belas Artes, em 1954.
Na ciência, estudou zoologia, trabalhando no Museu Paulista e, mais tarde, para lecionar na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em São Paulo. Os primeiros estudos e catálogos sobre moluscos – da baía de Paranaguá e do litoral norte de São Paulo – foram feitos por ele. Suas filhas Ruth e Berta estudaram história na USP, entre 1938 e 1941, tendo sido Berta um dos expoentes em botânica no Brasil. Segundo Berta, seu pai quando professor era muito severo e correto, e dizia a suas filhas: “vocês nunca tirarão um dez comigo”. “Mas, nem se a gente merecer?”. Ele respondia: “Se eu der o dez que vocês merecem alguém poderá dizer que foi por proteção. Melhor vocês terem uma nota mais baixa e não ouvirem esse tipo de comentário”.
Faleceu em 1954, sendo seus funerais realizados em Morretes, onde, atendendo desejo do próprio artista, seu corpo foi sepultado em pé, voltado para o Marumbi.
Quando você leitor, ao caminhar pelas ruas de Curitiba e, observar nas calçadas uns desenhos que lembram o pinhão, eles são de autoria deste morretense, e ali estão imortalizados.

“Quantas vezes, sentado à margem do Nhundiaquara, esperei o dia.
Quantas vezes, esquecido à sua margem, à noite me surpreendeu.
Como é belo, com a face orvalhada, assistir a vitória dos raios
e ver as águas nos remansos bafejarem aos beijos do sol.
Nas tardes mornas nuvens cobrem o azul do céu
e espalham-se com as velhas casas ribeirinhas
na limpidez das águas quase paradas.
Como são belas as noites, quando a crista das montanhas
parece transformar os seus píncaros em dedos,
para reter as estrelas no firmamento sobre a cidade.
O morretense sente esta beleza”.
Lange de Morretes - 1935

Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

  • Lange de Morretes – Nasceu em Morretes em 05 de maio de 1892

Manoel Alves de Araújo

CONSELHEIRO - POLÍTICO

1836- 11 de março: nasce em Morretes. Alguns registros o dão como nascido em 19 de março de 1836.
Filho do Capitão Hipólito José Alves de Araújo e de Maria Rosa de Araújo.
O estudo primário completou a ouvir o murmúrio das cristalinas águas do Nhundiaquara, os preparatórios no Colégio Freese, em Nova Friburgo e o superior em São Paulo.
Bacharelou-se em Ciências Sociais e Jurídicas, pela Academia de São Paulo. Deputado e Presidente da Assembléia Provincial do Paraná em muitas legislaturas, bem como Deputado Geral pela mesma província, por muitos anos. Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, deu grande desenvolvimento à navegação entre os portos das Províncias e a construção de uma estrada de rodagem ligando os Campos Gerais com os de Guarapuava. Incrementou as redes telegráficas, contratou com a Companhie Chemins de Fer Brésileins, o prolongamento da estrada de ferro de Curitiba até as margens do Rio Paraná e mandou introduzir na província um rebanho de ovelhas importado de Buenos Aires. Interferiu para a construção da estrada Palmas a Porto União, bem como foi restabelecida a navegação nos Rios Negro e Iguaçu. Fez eletrificar os dois portos da Província.
A estrada de rodagem da Lapa foi prolongada até Rio Negro e a de Castro até Jaguariaíva. Recebeu a Comenda da Ordem da Rosa e teve o título honorífico de Conselheiro do Imperador. Presidiu também a Província de Pernambuco. Vice-Presidente da Província do Paraná, em 1865, assumiu interinamente o governo.
Fundou e dirigiu o jornal “O Paraná”
Escreveu: “Província do Paraná” (histórico); “Povos do Paraná” (colonização); “Orçamento do Ministério da Agricultura” (dois memoráveis discursos).
Casou com Maria Colecta dos Santos Araújo. Teve os filhos: Maria Rosa de Araújo, Coronel David Pacheco Alves de Araújo, Embaixador Dr. Hyppólito Pachedo Alves de Araújo, Contra-Almirante Augusto Pacheco Alves de Araújo e Maria Colecta Pacheco Alves de Araújo.
Faleceu o eminente morretense em 11 de dezembro de 1910, no Rio de Janeiro.
Curitiba o homenageou, dando seu nome a uma das principais ruas da cidade.

Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

  • Manoel Alves de Araújo

Manoel Azevedo da Silveira Netto

ESCRITOR, POETA, DESENHISTA.

1872- 4 de novembro: Nasce em Morretes, filho de Manoel Azevedo da Silveira Filho e Guilhermina Cordeiro de Miranda. Passou a infância na cidade natal e teve a oportunidade de assistir a inauguração do Engenho Central. Em Morretes estudou com o professor Líbero Teixeira Braga, muda para Curitiba em 1879.
Escreveu o livro “Margens do Nhundiaquara”.
Classificado em concurso, foi nomeado praticante da Tesouraria da Fazenda Federal em 27 de maio de 1891. Casou em 28 de janeiro de 1893, com Amélia Alcântara da Silveira, nascida em 5 de agosto de 1875.
Por algum tempo dedicou-se ao desenho litográfico. Em 11 de novembro de 1904 foi designado juntamente com Benedicto Nicolau dos Santos, escritor e musicista de mérito, para instalar a Mesa de Rendas da Foz do Iguaçu, então criada, o que se realizou a 19 de abril de 1905. Em 1910 foi nomeado inspetor da Alfândega de Paranaguá, por Decreto de 28 de dezembro. Em sua gestão mudou a alfândega para o novo edifício no Porto Dom Pedro II, há muito construído e quase abandonado, tirando-a do velho e infecto convento à margem do Itiberê e cuja construção datava de 1740, sendo a repartição nele instalada em 1827.
Em 1913 foi, juntamente com o escriturário da mesma alfândega, o morretense Francisco de Paula Dias Negrão, designado para instalar e dirigir o serviço de encomendas postais na Delegacia Fiscal do Paraná, o que o fez a 2 de agosto desse ano.
Em 1914, lança o livro “Do Guairá aos Saltos do Iguaçu”, impresso por conta da Secretaria de Agricultura do Estado, com um desenho original de seu irmão Aureliano da Silveira.
Silveira Netto é autor da letra do Hino Morretense, sendo seus versos musicados por Luiz da Silva Bastos, também de Morretes.
Convidado a visitar Morretes, aqui esteve no dia 15 de março de 1933, sendo recebido festivamente, ouviu ao chegar, o Hino Morretense, cantado por senhoritas, sendo após, saudado por diversos oradores.
Nesta oportunidade, João Turim, o ilustre escultor, também filho de Morretes, modelou em baixo relevo a cabeça do poeta.
Faleceu no Rio de Janeiro em 19 de dezembro de 1942, tendo seus restos mortais transladados para Morretes, por ocasião das comemorações de seu centenário de nascimento.


Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

  • Manoel Azevedo da Silveira Netto – Nascido em Morretes em 04 de novembro de 1872.

Odilon Negrão

POETA, CRONISTA, ESCRITOR

1908- 22 de maio: nasce no Anhaia, em Morretes, filho de Antonio Candido Negrão e de D. Dora Negrão. Fez o curso primário e alguns exames preparatórios em Curitiba. Foi funcionário público estadual e mourejou na imprensa curitibana. Residiu em São Paulo, onde trabalhou como diretor de publicidade, na empresa J. Fagundes, exercendo as mesmas funções em Edições Cultura Brasileiras, e também funcionário da Imprensa Oficial. Jornalista e poeta. Usou os pseudônimos “Ibera Poytan, Gil d’ Arrot, Nolido e Dr. Clementinho”.

Colaboração: Gazeta do Povo (Curitiba), Diário da Tarde (Curitiba), O Dia (Curitiba), Revista do Sul (Curitiba), O Itiberê (Paranaguá), A Cidade (Curitiba), A Farofa (Curitiba), Jazz (Curitiba), Ilustração Paranaense (Curitiba), Prata da Casa (Curitiba), Diário da Noite (1934, São Paulo), A Cruzada (1984, Curitiba), Diário da Manhã (Curitiba), Garda (São Paulo), Ilustração Brasileira (Rio), Fon-fon (Rio), Revista da Semana (Rio), Dom Casmurro (Rio), Letras (Bahia), Metapsiquica (São Paulo), Problemas (São Paulo), Esfera (Rio), Folha de Minas (Belo Horizonte), A Tarde (Bahia), Gazeta de Alagoas (Maceió), Diário de Noticias (Rio), Correio do Povo (Porto Alegre).

Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

  • Odilon Negrão – Nascido no Anhaia – Morretes em 22 de maio de 1908.

Ricardo Pereira de Lemos

POETA, HUMORISTA, CHARADISTA.

1871- 15 de maio: nasce em Morretes, filho de Antonio Pereira de Lemos e Saturnina Guimarães Pereira de Lemos.
Concluindo os cursos: primário e humanidades, decidiu-se pela burocracia. Foi funcionário público estadual.
No ano de 1919 exerceu o cargo de Secretário do Interior, Justiça e Instrução Pública, no governo Afonso Alves de Camargo.
Poeta essencialmente humorista, dotado de correto e elegante estilo. Suas colaborações se encontram espalhadas em jornais e revistas curitibanas: O Cenáculo, O Sapo, Azul, Diário da Tarde, Cartão Postal, Stellario, A Notícia, O Olho da Rua, Clube Curitibano, A Rosa, A Pena, Breviário, Comércio do Paraná, Senhorita, O Dia, Prata da Casa e O Itiberê (de Paranaguá).
Sócio fundador do Centro de Letras do Paraná e Patrono da Cadeira nº. 36 da Academia Paranaense de Letras.
Tímido e retraído, sempre fugindo dos aplausos, versejando com correção, acobertado em vários pseudônimos como: “Garrone”, “F. A. Brício” e “Alberto Cadaveira”.
Excelente cultor de Édipo, compositor e decifrador de charadas, logogrifos e enigmas, filatelista, colecionava com carinho pelo menos uma crônica ou uma poesia de cada confrade.
Publicou em 1898 um livro com quarenta e uma peças de versos humorísticos: “Ventarolas”, por sinal o primeiro livro de versos jocosos, dado a publicidade no Paraná. Estávamos em abril e o “Sá Pinho” (pseudônimo de Leocádio Correia), na revista “O Sapo”, espalhara a notícia de que Ricardo andava a distribuir exemplares de sua obra em pleno inverno.
“João de Tapitanga”, ao divisar na vitrine da Livraria Econômica o volume em questão, improvisa uma ferina quadra Alexandrina. Ao que “Zé Ferino”, pseudônimo com que se escondia o poeta Alfredo Coelho vem em defesa do nosso biografado, saindo-se com esta quadra:
“Não é só no estio que os leques
para abanar nos convém,
pois há “ventos” mal cheirosos
que sopram com o frio também...”
Ricardo de Lemos a todos cativava pela sua irradiante simpatia.
Sua obra está dispersa em jornais e revistas.
Casado com Rosinha Taques, Tiveram três filhos, dentre eles o conhecido cantor lírico Túlio de Lemos. Faleceu em Curitiba, após algum sofrimento a 11 de outubro de 1932.


Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

  • Ricardo Pereira de Lemos – Nascido em Morretes em 15 de maio de 1875.

Theodoro de Bona

ARTISTA PLÁSTICO

1904- 11 de junho: Theodoro De Bona nasce em Morretes, filho de Antonio De Bona e Cezira Bertazzoni De Bona.
De Bona, foi aceito como aluno de Andersen em 1922, partindo posteriormente, em 1927, para Itália, a fim de aperfeiçoar sua pesquisa plástica e teórica.
Participou de um grupo de vanguarda italiano alcunhado de “Cà Pesaro”, dos Salões dos Artistas Venezianos de 1928 a 1935 e também da disputada Bienal de Veneza, no ano de 1930. Considera-se que a fase mais criativa do artista se deu na alvorada dos anos 40, quando demonstra, na liberdade do traço e velocidade do gesto, numa despreocupação com o resultado. De Bona, nessa fase, alcança a linguagem expressionista. Destacam-se nessa época os quadros “Cá Foscari” e “Navio Negreiro”. De Bona foi diretor e professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, lecionando na cadeira de "pintura de nu acadêmico".
Sua estadia em Veneza foi fundamental para o amadurecimento da sua arte.
Retornou ao Brasil em 1937. Até sua morte, em 1990, alcançou, uma linguagem pessoal, fluente e realista, com nostálgicas cadências impressionistas. Versátil, deixou um vasto conjunto de obras, dentre as quais cintilam cenas de gênero, retratos, alegorias, nus, composições de temática histórica e murais religiosos, além de um considerável complexo de paisagens.
Atualmente suas obras são objeto das mais altas cotações na bolsa de Arte. No íntimo, De Bona tinha receio que esse tipo de comércio, estritamente relacionado ao gosto do grande público consumidor, pudesse desvalorizar seu labor colocando em risco a respeitável imagem profissional da qual então já gozava.
Theodoro De Bona se impõe à memória cultural paranaense pela sólida devoção à Arte, como um meio irreversível de devolver ao ser humano sua dimensão de humanidade e de poesia. Sua obra está presente - compondo, junto com outros fragmentos, essa complicada discussão sobre a existência de uma identidade regional paranaense.
A obra “Via Sacra”, doada a Igreja Matriz de Morretes pode ser considerada como sua obra prima.

Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.

  • Theodoro de Bona – Nascido em Morretes em 11 de junho de 1904.

Roberto França

Nasceu em Morretes em 09 de janeiro de 1885. Aos 28 anos de idade casou-se com Maria Malucelli. Exerceu os cargos de Delegado de Polícia, Juiz de Paz, Presidente do Tiro de Guerra 70, Presidente do Clube Sete de Setembro, Organizador da Festa Veneziana no Rio Nhundiaquara, Provedor da Igreja e Presidente da Irmandade de São Benedito por mais de 50 anos.
Animador dos acontecimentos administrativos e sociais e comandava os blocos nos festejos carnavalescos. Organizou a comemoração do Dia da Vitória em maio de 1945, quando do término da 2ª. Guerra Mundial, exaltando nesta festividade os pracinhas Morretenses que fizeram parte da Força Expedicionária Brasileira. Ornamentou a praça com as Bandeiras do Brasil e Papal.
Em 1939, por ocasião da passagem de Nossa Senhora do Rocio pela cidade de Morretes, juntamente com Francisco Giamberardino, organizou uma belíssima e comovente homenagem à excelsa Mãe de Deus, abrilhantada com a Banda de Música do Tiro de Guerra.
Dirigiu por mais de sessenta anos a Farmácia Paranaense, preparando receitas médicas, sendo constantemente chamado para dar atendimento as pessoas doentes, indo de carroça, charrete, vagonete, a qualquer horário solicitado.
Grande animador de excursões ao Pico do Marumbi organizou em 1934, uma caravana de Morretenses para incrustar uma cruz de ferro com a efígie de Cristo no alto do pico, onde após foi celebrado a Santa Missa. Saiba mais sobre essa caminhada rumo ao Pico Marumbi no ícone montanhismo desse mesmo portal com o título Caravana França. Roberto França faleceu em 1971.

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Informação do acervo bibliográfico de Helena Maria França Sundin, E-mail:– helena-sundin@uol.com.br – Cedida para www.nossolitoraldoparana.com.br – em 28/12/2011.

  • Foto de Roberto França - Acervo fotográfico de sua neta: Helena Maria França Sundin